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Economia

Fundações e associações sem fins lucrativos pagam salários acima dos praticados por empresas em 2023

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que, em 2023, trabalhadores de fundações privadas e associações sem fins lucrativos (Fasfil) receberam, em média, R$ 3.630,71, o equivalente a 2,8 salários mínimos. No mesmo período, empregados de empresas ganharam 2,5 salários mínimos, enquanto servidores da administração pública obtiveram média de quatro salários mínimos. […]

18/12/2025 · 17h56
Fundações e associações sem fins lucrativos pagam salários acima dos praticados por empresas em 2023

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que, em 2023, trabalhadores de fundações privadas e associações sem fins lucrativos (Fasfil) receberam, em média, R$ 3.630,71, o equivalente a 2,8 salários mínimos. No mesmo período, empregados de empresas ganharam 2,5 salários mínimos, enquanto servidores da administração pública obtiveram média de quatro salários mínimos.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (18), utiliza dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e considera o valor médio do salário mínimo em 2023, fixado em R$ 1.314,46. Por causa de mudanças metodológicas, os resultados de 2023 só podem ser comparados aos de 2022.

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Número de instituições cresce 4%

A quantidade de Fasfil subiu de 573,3 mil, em 2022, para 596,3 mil em 2023 – alta de 4%. Esse universo representa 5% das 11,3 milhões de organizações existentes no país, incluindo empresas e órgãos públicos.

As fundações e associações empregavam 2,7 milhões de pessoas (5,1% dos trabalhadores formais) e concentravam 5% da massa salarial nacional.

Ranking de remuneração média (em salários mínimos)

Administração pública: 4,0
Fundações e associações (Fasfil): 2,8
Entidades sem fins lucrativos (sindicatos, partidos, Sistema S etc.): 2,6
Empresas: 2,5
Total de trabalhadores: 2,8

Perfil e áreas de atuação

Mais de um terço das Fasfil (35,3%) é composto por entidades religiosas, que somam 210,7 mil organizações. Em seguida aparecem cultura e recreação (89,5 mil), desenvolvimento e defesa de direitos (80,3 mil), associações patronais e profissionais (69,5 mil), assistência social (54 mil), educação e pesquisa (28,9 mil), meio ambiente e proteção animal, habitação (626) e outras atividades (49,1 mil).

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No total de empregados dessas instituições, 41,2% atuam na área da saúde (1,1 milhão de pessoas). Educação e pesquisa absorvem 27,7% da força de trabalho, enquanto assistência social responde por 12,7%.

Participação feminina

As mulheres representam 68,9% dos assalariados nas Fasfil, frente a 45,5% no conjunto das organizações brasileiras. Na educação infantil, elas chegam a 91,7% do quadro funcional. Ainda assim, ganham em média 19% menos que os homens.

Porte das organizações

Cada Fasfil possui, em média, 4,5 empregados. A maioria (85,6%) não mantém nenhum trabalhador formal, e apenas 0,7% conta com 100 ou mais funcionários. Os maiores quadros estão em hospitais (média de 269,7 assalariados), demais serviços de saúde (132,5), ensino superior (73,9) e ensino médio (73,8). As entidades religiosas ocupam a base do ranking, com 0,6 empregado em média.

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Para o coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE, Francisco Marta, os dados confirmam a relevância econômica e social desse conjunto de instituições, que complementa serviços públicos em áreas como saúde, educação e assistência social.

 

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Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que, em 2023, trabalhadores de fundações privadas e associações sem fins lucrativos (Fasfil) receberam, em média, R$ 3.630,71, o equivalente a 2,8 salários mínimos. No mesmo período, empregados de empresas ganharam 2,5 salários mínimos, enquanto servidores da administração pública obtiveram média de quatro salários mínimos.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (18), utiliza dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e considera o valor médio do salário mínimo em 2023, fixado em R$ 1.314,46. Por causa de mudanças metodológicas, os resultados de 2023 só podem ser comparados aos de 2022.

Número de instituições cresce 4%

A quantidade de Fasfil subiu de 573,3 mil, em 2022, para 596,3 mil em 2023 – alta de 4%. Esse universo representa 5% das 11,3 milhões de organizações existentes no país, incluindo empresas e órgãos públicos.

As fundações e associações empregavam 2,7 milhões de pessoas (5,1% dos trabalhadores formais) e concentravam 5% da massa salarial nacional.

Ranking de remuneração média (em salários mínimos)

Administração pública: 4,0
Fundações e associações (Fasfil): 2,8
Entidades sem fins lucrativos (sindicatos, partidos, Sistema S etc.): 2,6
Empresas: 2,5
Total de trabalhadores: 2,8

Perfil e áreas de atuação

Mais de um terço das Fasfil (35,3%) é composto por entidades religiosas, que somam 210,7 mil organizações. Em seguida aparecem cultura e recreação (89,5 mil), desenvolvimento e defesa de direitos (80,3 mil), associações patronais e profissionais (69,5 mil), assistência social (54 mil), educação e pesquisa (28,9 mil), meio ambiente e proteção animal, habitação (626) e outras atividades (49,1 mil).

No total de empregados dessas instituições, 41,2% atuam na área da saúde (1,1 milhão de pessoas). Educação e pesquisa absorvem 27,7% da força de trabalho, enquanto assistência social responde por 12,7%.

Participação feminina

As mulheres representam 68,9% dos assalariados nas Fasfil, frente a 45,5% no conjunto das organizações brasileiras. Na educação infantil, elas chegam a 91,7% do quadro funcional. Ainda assim, ganham em média 19% menos que os homens.

Porte das organizações

Cada Fasfil possui, em média, 4,5 empregados. A maioria (85,6%) não mantém nenhum trabalhador formal, e apenas 0,7% conta com 100 ou mais funcionários. Os maiores quadros estão em hospitais (média de 269,7 assalariados), demais serviços de saúde (132,5), ensino superior (73,9) e ensino médio (73,8). As entidades religiosas ocupam a base do ranking, com 0,6 empregado em média.

Para o coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE, Francisco Marta, os dados confirmam a relevância econômica e social desse conjunto de instituições, que complementa serviços públicos em áreas como saúde, educação e assistência social.

 

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