Ela destacou o primeiro volume, lançado em abril de 2025, com 12 faixas gravadas no Sítio Histórico de Olinda. Para Gabi, o projeto prova que um álbum pode chegar ao mundo sem se prender a rótulos.
A cantora Gabi Fernandes escolheu o álbum “Dominguinho” — projeto conjunto de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê — como um disco sem defeitos em participação no quadro “10 de 10”, no qual artistas indicam álbuns que merecem nota máxima.
Gabi ressaltou especificamente o primeiro volume de “Dominguinho”, lançado em abril de 2025. O disco reúne 12 faixas e foi gravado no Sítio Histórico de Olinda, em Pernambuco, com formação centrada nas vozes, sanfona, violões e percussão.
“Me mostrou que, para um álbum alcançar as pessoas em todo canto do Brasil e do mundo, ele não precisa se encaixar em nenhum padrão, não precisa ter uma mega produção. Ele precisa ter música que sinta a verdade, que traga a verdade. E eu achei genial João Gomes, Mestrinho e Jota.pê juntos. Então, ‘Dominguinho’, você é meu 10 de 10.”
Segundo a cantora, o alcance conquistado pelo trabalho demonstra que um disco pode encontrar público sem depender de grandes produções ou fórmulas previamente estabelecidas.
O reconhecimento ao projeto foi ampliado após o lançamento: “Dominguinho” venceu o Grammy Latino de 2025 na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. O trabalho também entrou na seleção dos melhores discos brasileiros daquele ano.
O encontro entre João Gomes, Mestrinho e Jota.pê seguiu em 2026. Em maio, o trio lançou “Dominguinho Vol. 2”, novamente com 12 músicas. Gravado no Centro Histórico de Salvador, o segundo volume mantém a proposta acústica e inclui versões de “As Quatro Estações”, de Sandy e Junior, e “Se Ela Dança Eu Danço”, de MC Leozinho.
Gabi Fernandes, natural de Ribeirão Preto, trabalha atualmente no projeto “Pagonejo na Sala”, que aproxima o sertanejo e o pagode. O primeiro episódio foi lançado em julho, com participações de Marília Tavares e do grupo Atitude 67. Em entrevista, a cantora explicou que passou a incorporar o termo “pagonejo” à sua identidade musical a partir de 2020.
A escolha de Gabi reforça a visibilidade do formato acústico e da retomada de raízes regionais na música popular contemporânea, além de destacar como projetos simples, centrados na veracidade musical, vêm conquistando público e prêmios nos últimos anos.
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