Em Imperatriz Leopoldinense, Gabriel David minimizou rumores de cortes no orçamento do Carnaval após a eleição de Douglas Ruas. Ele afirmou que o apoio público é essencial também como reconhecimento cultural.
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Gabriel David, comentou os rumores sobre um eventual corte no orçamento do Carnaval carioca após a eleição de Douglas Ruas como governador do estado. A declaração foi dada nos bastidores da coroação de Paolla Oliveira na Imperatriz Leopoldinense, no sábado (17).
Ao abordar a possibilidade de mudanças nos repasses e no apoio governamental à folia, Gabriel ressaltou a importância da participação das diferentes esferas de poder não apenas como fonte de financiamento, mas também como reconhecimento da relevância cultural e econômica do evento. Segundo ele, esse envolvimento vai além do aporte financeiro e tem impacto direto na organização e na visibilidade do Carnaval.
O dirigente destacou ainda que o diálogo entre organizadores e autoridades é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade da festa, que mobiliza grandes estruturas, gera emprego e movimenta a economia local. Em seu relato, Gabriel avaliou as declarações do político sobre o tema e frisou a necessidade de preservar mecanismos de apoio que historicamente acompanham a realização do desfile.
A manifestação ocorreu em meio a movimentações e expectativas no ambiente do samba e da Sapucaí. A coroação citada reuniu representantes do carnaval e artistas, servindo como cenário para que líderes do setor reafirmassem preocupações e antecipassem prioridades para a próxima edição do evento.
Fontes do próprio ambiente carnavalesco vinham acompanhando as articulações após o pleito estadual, diante de comentários sobre possíveis ajustes no orçamento público destinado às escolas de samba e à infraestrutura dos desfiles. Gabriel David, na condição de presidente da Liesa, enfatizou que qualquer decisão sobre recursos precisa considerar o impacto cultural e econômico do Carnaval para a cidade e para o estado.
O posicionamento do dirigente reafirma o papel institucional das ligas e associações do samba na interlocução com governos e patrocinadores, além de apontar para a necessidade de manter canais de negociação abertos durante o período de transição administrativa. A agenda do setor permanece atenta às definições orçamentárias e às manifestações oficiais que possam esclarecer o destino dos investimentos para as próximas temporadas.

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