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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Economia

Getúlio Vargas une memória histórica e novo ciclo de investimentos em Aracaju

O bairro Getúlio Vargas recebe neste sábado, 22, a 11ª edição do programa Tamo Junto. A ação da Prefeitura de Aracaju também evidencia a história e as transformações de uma das regiões mais tradicionais da capital.

22/08/2026 · 18h14
Getúlio Vargas une memória histórica e novo ciclo de investimentos em Aracaju

O bairro Getúlio Vargas recebe neste sábado, 22, a 11ª edição do programa Tamo Junto. A ação da Prefeitura de Aracaju também evidencia a história e as transformações de uma das regiões mais tradicionais da capital.

Neste sábado, 22, o bairro Getúlio Vargas será o destino da 11ª edição do programa ‘Tamo Junto’, iniciativa da Prefeitura de Aracaju voltada a aproximar os serviços públicos da população e fortalecer o diálogo com as comunidades.

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A ação também será uma oportunidade para revisitar a trajetória de uma das regiões mais tradicionais da capital sergipana. A formação do bairro está diretamente ligada ao processo de expansão de Aracaju para além do núcleo inicialmente planejado.

Ao longo de mais de um século, o Getúlio Vargas passou por diferentes transformações. Atualmente, reúne referências culturais, patrimônio histórico, atividade comercial e áreas residenciais, ao mesmo tempo em que vive um novo ciclo de investimentos em infraestrutura e educação.

Poucos lugares ajudam a compreender tão bem a expansão de Aracaju quanto o atual Getúlio Vargas. Os primeiros núcleos de povoamento surgiram entre o fim do século XIX e o início do século XX, em uma área ocupada por retirantes da seca, pessoas escravizadas alforriadas e outros segmentos populares que passaram a ocupar espaços no entorno do núcleo central da cidade.

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De acordo com o professor Douglas Leoni, mestre em Ensino de História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e, atualmente, doutorando em Educação pela Universidade de la Empresa (UDE, Uruguai), a própria formação planejada de Aracaju ajuda a explicar a ocupação da região.

“Aracaju surge de maneira projetada por volta de 1855, com o famoso quadrado de Pirro. Esse centro era ocupado por nobres, por barões do açúcar, nobres da igreja, a oligarquia e a elite da época. E para a população restava ocupar os entornos”, explica.

Foi nesse processo de expansão que começaram a se formar os primeiros núcleos de povoamento na área que hoje corresponde ao Getúlio Vargas e aos bairros vizinhos. A implantação da linha férrea, nas primeiras décadas do século XX, também contribuiu para dinamizar a região, com a circulação de passageiros, a instalação de oficinas para manutenção dos trens e o surgimento de estabelecimentos comerciais e armazéns.

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Antes de receber o nome atual, a localidade passou por diferentes denominações. Uma das primeiras foi Morro do Cruzeiro. Segundo Douglas, existem duas versões para a origem do nome. Uma delas relaciona a denominação à existência de um antigo cemitério na região.

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O bairro Getúlio Vargas recebe neste sábado, 22, a 11ª edição do programa Tamo Junto. A ação da Prefeitura de Aracaju também evidencia a história e as transformações de uma das regiões mais tradicionais da capital.

Neste sábado, 22, o bairro Getúlio Vargas será o destino da 11ª edição do programa ‘Tamo Junto’, iniciativa da Prefeitura de Aracaju voltada a aproximar os serviços públicos da população e fortalecer o diálogo com as comunidades.

A ação também será uma oportunidade para revisitar a trajetória de uma das regiões mais tradicionais da capital sergipana. A formação do bairro está diretamente ligada ao processo de expansão de Aracaju para além do núcleo inicialmente planejado.

Ao longo de mais de um século, o Getúlio Vargas passou por diferentes transformações. Atualmente, reúne referências culturais, patrimônio histórico, atividade comercial e áreas residenciais, ao mesmo tempo em que vive um novo ciclo de investimentos em infraestrutura e educação.

Poucos lugares ajudam a compreender tão bem a expansão de Aracaju quanto o atual Getúlio Vargas. Os primeiros núcleos de povoamento surgiram entre o fim do século XIX e o início do século XX, em uma área ocupada por retirantes da seca, pessoas escravizadas alforriadas e outros segmentos populares que passaram a ocupar espaços no entorno do núcleo central da cidade.

De acordo com o professor Douglas Leoni, mestre em Ensino de História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e, atualmente, doutorando em Educação pela Universidade de la Empresa (UDE, Uruguai), a própria formação planejada de Aracaju ajuda a explicar a ocupação da região.

“Aracaju surge de maneira projetada por volta de 1855, com o famoso quadrado de Pirro. Esse centro era ocupado por nobres, por barões do açúcar, nobres da igreja, a oligarquia e a elite da época. E para a população restava ocupar os entornos”, explica.

Foi nesse processo de expansão que começaram a se formar os primeiros núcleos de povoamento na área que hoje corresponde ao Getúlio Vargas e aos bairros vizinhos. A implantação da linha férrea, nas primeiras décadas do século XX, também contribuiu para dinamizar a região, com a circulação de passageiros, a instalação de oficinas para manutenção dos trens e o surgimento de estabelecimentos comerciais e armazéns.

Antes de receber o nome atual, a localidade passou por diferentes denominações. Uma das primeiras foi Morro do Cruzeiro. Segundo Douglas, existem duas versões para a origem do nome. Uma delas relaciona a denominação à existência de um antigo cemitério na região.

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