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Esportes

Giovane Gávio diz que ‘raiva’ levou Brasil ao ouro do vôlei em 1992

Giovane Gávio relembra momento de raiva que motivou conquista do ouro olímpico em 1992.

12/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h07
Giovane Gávio diz que ‘raiva’ levou Brasil ao ouro do vôlei em 1992

Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-ponteiro relembrou um duelo tenso contra Cuba no Ibirapuera, dois meses antes de Barcelona. Segundo ele, a raiva daquele episódio mudou o rumo da seleção brasileira.

Giovane Gávio, campeão olímpico com a Seleção Brasileira masculina de Vôlei em 1992, compartilhou que um momento de “raiva” foi determinante para a conquista do ouro inédito. O ex-jogador recordou um episódio marcante contra a equipe de Cuba, que se tornou um divisor de águas para o grupo brasileiro.

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O ouro olímpico de 1992 foi o primeiro conquistado pelo Brasil em esportes coletivos. Em entrevista ao Charla Podcast, Gávio relembrou um jogo tenso realizado em São Paulo, dois meses antes das Olimpíadas de Barcelona. “Brasil e Cuba, no Ibirapuera, 2 meses antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992. Estava no tie-break, nós estávamos ganhando de 11 a 9 ou 12 a 9”, narrou o ex-atleta.

Durante essa partida, um incidente ocorreu quando um jogador cubano puxou a rede, o que não foi percebido pelo árbitro, resultando em um ponto para os adversários. Gávio comentou sobre a reação do time: “Dá a rede do Carlão. Caraca, o Carlão queria matar todo mundo. Zé Roberto ficou nervoso, foi lá e quis meter o dedo na cara do cubano… eu falei, Zé, vamos perder na porrada também. Tirei o Zé da confusão”.

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Apesar da frustração gerada pelo incidente, aquele jogo foi crucial para a equipe brasileira. Gávio explicou: “A gente nunca tinha ganhado de Cuba. Aquela geração não tinha ganho de Cuba. Aquilo deu um ‘estalo’ na gente. Se a gente pode ganhar de Cuba, podemos ganhar de todo mundo”. Essa nova mentalidade foi fundamental durante os Jogos de Barcelona.

O ex-jogador ressaltou a importância dessa mudança de atitude: “Quando chegamos na Olimpíada foi a chave da morta: Holanda, Rússia, Cuba de novo, nós, Coreia e não lembro o outro… acho que Tunísia. Ganhamos o primeiro, ganhamos o segundo, saímos em primeiro na chave e caiu a ficha: a gente pode”. Assim, Gávio enfatizou o aspecto mental que contribuiu para a conquista do ouro.

No torneio olímpico, o Brasil começou superando a Coreia do Sul, a União Soviética, a Holanda, Cuba e a Argélia. Nas quartas de final, a equipe eliminou o Japão e, na semifinal, despachou os Estados Unidos. A grande final, disputada em 9 de agosto de 1992, resultou em mais uma vitória contra a Holanda, garantindo o histórico ouro olímpico para o vôlei brasileiro.

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Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-ponteiro relembrou um duelo tenso contra Cuba no Ibirapuera, dois meses antes de Barcelona. Segundo ele, a raiva daquele episódio mudou o rumo da seleção brasileira.

Giovane Gávio, campeão olímpico com a Seleção Brasileira masculina de Vôlei em 1992, compartilhou que um momento de “raiva” foi determinante para a conquista do ouro inédito. O ex-jogador recordou um episódio marcante contra a equipe de Cuba, que se tornou um divisor de águas para o grupo brasileiro.

O ouro olímpico de 1992 foi o primeiro conquistado pelo Brasil em esportes coletivos. Em entrevista ao Charla Podcast, Gávio relembrou um jogo tenso realizado em São Paulo, dois meses antes das Olimpíadas de Barcelona. “Brasil e Cuba, no Ibirapuera, 2 meses antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992. Estava no tie-break, nós estávamos ganhando de 11 a 9 ou 12 a 9”, narrou o ex-atleta.

Durante essa partida, um incidente ocorreu quando um jogador cubano puxou a rede, o que não foi percebido pelo árbitro, resultando em um ponto para os adversários. Gávio comentou sobre a reação do time: “Dá a rede do Carlão. Caraca, o Carlão queria matar todo mundo. Zé Roberto ficou nervoso, foi lá e quis meter o dedo na cara do cubano… eu falei, Zé, vamos perder na porrada também. Tirei o Zé da confusão”.

Apesar da frustração gerada pelo incidente, aquele jogo foi crucial para a equipe brasileira. Gávio explicou: “A gente nunca tinha ganhado de Cuba. Aquela geração não tinha ganho de Cuba. Aquilo deu um ‘estalo’ na gente. Se a gente pode ganhar de Cuba, podemos ganhar de todo mundo”. Essa nova mentalidade foi fundamental durante os Jogos de Barcelona.

O ex-jogador ressaltou a importância dessa mudança de atitude: “Quando chegamos na Olimpíada foi a chave da morta: Holanda, Rússia, Cuba de novo, nós, Coreia e não lembro o outro… acho que Tunísia. Ganhamos o primeiro, ganhamos o segundo, saímos em primeiro na chave e caiu a ficha: a gente pode”. Assim, Gávio enfatizou o aspecto mental que contribuiu para a conquista do ouro.

No torneio olímpico, o Brasil começou superando a Coreia do Sul, a União Soviética, a Holanda, Cuba e a Argélia. Nas quartas de final, a equipe eliminou o Japão e, na semifinal, despachou os Estados Unidos. A grande final, disputada em 9 de agosto de 1992, resultou em mais uma vitória contra a Holanda, garantindo o histórico ouro olímpico para o vôlei brasileiro.

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