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Cultura

Göransson reconstrói sons da Grécia Antiga para o filme de Nolan

Trilha sonora de 'A Odisseia' é recriada com sons da Grécia Antiga por Ludwig Göransson.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h35
Göransson reconstrói sons da Grécia Antiga para o filme de Nolan

O compositor sueco vencedor de Oscars pesquisou restos arqueológicos, textos e iconografia para reinventar a paisagem sonora da Grécia Antiga. O trabalho integra a trilha de A Odisseia, novo longa de Christopher Nolan.

Pouco se sabe sobre como soava a música na Grécia Antiga. Sem gravações, partituras completas ou instrumentos preservados, pesquisadores têm buscado, ao longo das décadas, vestígios arqueológicos, textos históricos e representações artísticas para tentar reconstruir a paisagem sonora dessa civilização influente.

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Esse desafio foi encarado na construção dos sons de ‘A Odisseia’, o novo longa-metragem dirigido por Christopher Nolan. A trilha sonora foi composta pelo sueco Ludwig Göransson, que já possui reconhecimento em Hollywood, sendo vencedor de três prêmios Oscar na categoria de Melhor Trilha Original por ‘Pantera Negra’ (2019), ‘Oppenheimer’ (2023) e ‘Pecadores’ (2026).

De acordo com informações, Nolan solicitou a Göransson que não utilizasse uma orquestra tradicional, com o intuito de aproximar o público da atmosfera do universo antigo. Para isso, o compositor mergulhou em pesquisas históricas para ‘recriar’ os instrumentos que deveriam ser utilizados na Grécia Antiga.

A equipe de produção colaborou com artesãos especializados para criar réplicas fiéis aos modelos originais. Göransson mencionou que precisou sair da sua zona de conforto, explorando sons que nunca havia utilizado antes. ‘Comecei a experienciar com um monte de coisas, batendo em paredes e em qualquer objeto metálico que encontrasse’, relatou.

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Na trilha, foram utilizados 35 gongos de bronze e instrumentos como o aulos, um instrumento de sopro com duas flautas de palheta tocadas simultaneamente. A lira, símbolo da música na mitologia grega, foi reconstruída com base em representações encontradas em urnas e outros artefatos arqueológicos. Segundo a proposta de Nolan, o som da lira foi utilizado para representar a tensão da corda do arco de Odisseu sendo puxada.

Além disso, Göransson combinou os timbres dos instrumentos reconstruídos com sintetizadores modernos e percussões metálicas, criando uma identidade sonora única para a produção. A trilha sonora é completada pela canção ‘When I’m Home’, interpretada por James Blake e Travis Scott.

Baseado no poema épico atribuído a Homero, ‘A Odisseia’ narra a longa jornada de Odisseu de volta para Ítaca após a Guerra de Troia, enfrentando criaturas mitológicas, deuses e desafios que marcam uma das narrativas fundadoras da literatura ocidental. O elenco conta com Matt Damon, Anne Hathaway e Tom Holland.

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Os bastidores da construção da trilha sonora de ‘A Odisseia’ revelam um processo criativo rico e inovador, proporcionando uma nova perspectiva sobre a música da Grécia Antiga.

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O compositor sueco vencedor de Oscars pesquisou restos arqueológicos, textos e iconografia para reinventar a paisagem sonora da Grécia Antiga. O trabalho integra a trilha de A Odisseia, novo longa de Christopher Nolan.

Pouco se sabe sobre como soava a música na Grécia Antiga. Sem gravações, partituras completas ou instrumentos preservados, pesquisadores têm buscado, ao longo das décadas, vestígios arqueológicos, textos históricos e representações artísticas para tentar reconstruir a paisagem sonora dessa civilização influente.

Esse desafio foi encarado na construção dos sons de ‘A Odisseia’, o novo longa-metragem dirigido por Christopher Nolan. A trilha sonora foi composta pelo sueco Ludwig Göransson, que já possui reconhecimento em Hollywood, sendo vencedor de três prêmios Oscar na categoria de Melhor Trilha Original por ‘Pantera Negra’ (2019), ‘Oppenheimer’ (2023) e ‘Pecadores’ (2026).

De acordo com informações, Nolan solicitou a Göransson que não utilizasse uma orquestra tradicional, com o intuito de aproximar o público da atmosfera do universo antigo. Para isso, o compositor mergulhou em pesquisas históricas para ‘recriar’ os instrumentos que deveriam ser utilizados na Grécia Antiga.

A equipe de produção colaborou com artesãos especializados para criar réplicas fiéis aos modelos originais. Göransson mencionou que precisou sair da sua zona de conforto, explorando sons que nunca havia utilizado antes. ‘Comecei a experienciar com um monte de coisas, batendo em paredes e em qualquer objeto metálico que encontrasse’, relatou.

Na trilha, foram utilizados 35 gongos de bronze e instrumentos como o aulos, um instrumento de sopro com duas flautas de palheta tocadas simultaneamente. A lira, símbolo da música na mitologia grega, foi reconstruída com base em representações encontradas em urnas e outros artefatos arqueológicos. Segundo a proposta de Nolan, o som da lira foi utilizado para representar a tensão da corda do arco de Odisseu sendo puxada.

Além disso, Göransson combinou os timbres dos instrumentos reconstruídos com sintetizadores modernos e percussões metálicas, criando uma identidade sonora única para a produção. A trilha sonora é completada pela canção ‘When I’m Home’, interpretada por James Blake e Travis Scott.

Baseado no poema épico atribuído a Homero, ‘A Odisseia’ narra a longa jornada de Odisseu de volta para Ítaca após a Guerra de Troia, enfrentando criaturas mitológicas, deuses e desafios que marcam uma das narrativas fundadoras da literatura ocidental. O elenco conta com Matt Damon, Anne Hathaway e Tom Holland.

Os bastidores da construção da trilha sonora de ‘A Odisseia’ revelam um processo criativo rico e inovador, proporcionando uma nova perspectiva sobre a música da Grécia Antiga.

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