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Economia

Haddad sugere transferência da fiscalização de fundos de investimento para o Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que encaminhou ao Executivo uma proposta para que o Banco Central assuma a supervisão dos fundos de investimento no Brasil, hoje sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em entrevista ao programa UOL News, Haddad declarou que a alteração ampliaria o “perímetro regulatório” da […]

19/01/2026 · 19h28
Haddad sugere transferência da fiscalização de fundos de investimento para o Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que encaminhou ao Executivo uma proposta para que o Banco Central assuma a supervisão dos fundos de investimento no Brasil, hoje sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em entrevista ao programa UOL News, Haddad declarou que a alteração ampliaria o “perímetro regulatório” da autoridade monetária. “Na minha opinião, há muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM, equivocadamente”, disse.

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Relação com as contas públicas

Segundo o ministro, fundos e o sistema financeiro possuem grande intersecção, o que impacta diretamente a contabilidade pública. “Conta remunerada, operações compromissadas, tudo isso tem relação com a contabilidade pública”, pontuou, acrescentando que, em vários países desenvolvidos, a supervisão já se concentra nos bancos centrais.

Haddad avaliou que concentrar a fiscalização em um único órgão facilitaria o acompanhamento dos riscos. “Seria uma resposta muito boa neste momento termos o Banco Central com poder ampliado de fiscalização sobre os fundos”, afirmou.

Casos sob investigação

A proposta ganha força após operações da Polícia Federal indicarem uso de fundos em esquemas fraudulentos. Entre os casos citados está o do Banco Master e dos fundos administrados pela Reag Investimentos.

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Na semana passada, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.. As investigações apontam um esquema de depósitos e saques entre diversos fundos para ocultar o beneficiário final, com fraudes que podem ultrapassar R$ 11 bilhões.

Elogio ao presidente do BC

Durante a entrevista, Haddad elogiou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, por sua atuação no caso do Banco Master e em “outros problemas herdados”. “Ele descascou um abacaxi com responsabilidade e, na minha opinião, está resolvendo com grande competência”, afirmou.

O ministro reiterou não ter se arrependido de indicar Galípolo para o cargo e disse que o atual presidente da autarquia tem lidado de maneira eficaz com questões deixadas por gestões anteriores.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que encaminhou ao Executivo uma proposta para que o Banco Central assuma a supervisão dos fundos de investimento no Brasil, hoje sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em entrevista ao programa UOL News, Haddad declarou que a alteração ampliaria o “perímetro regulatório” da autoridade monetária. “Na minha opinião, há muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM, equivocadamente”, disse.

Relação com as contas públicas

Segundo o ministro, fundos e o sistema financeiro possuem grande intersecção, o que impacta diretamente a contabilidade pública. “Conta remunerada, operações compromissadas, tudo isso tem relação com a contabilidade pública”, pontuou, acrescentando que, em vários países desenvolvidos, a supervisão já se concentra nos bancos centrais.

Haddad avaliou que concentrar a fiscalização em um único órgão facilitaria o acompanhamento dos riscos. “Seria uma resposta muito boa neste momento termos o Banco Central com poder ampliado de fiscalização sobre os fundos”, afirmou.

Casos sob investigação

A proposta ganha força após operações da Polícia Federal indicarem uso de fundos em esquemas fraudulentos. Entre os casos citados está o do Banco Master e dos fundos administrados pela Reag Investimentos.

Na semana passada, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.. As investigações apontam um esquema de depósitos e saques entre diversos fundos para ocultar o beneficiário final, com fraudes que podem ultrapassar R$ 11 bilhões.

Elogio ao presidente do BC

Durante a entrevista, Haddad elogiou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, por sua atuação no caso do Banco Master e em “outros problemas herdados”. “Ele descascou um abacaxi com responsabilidade e, na minha opinião, está resolvendo com grande competência”, afirmou.

O ministro reiterou não ter se arrependido de indicar Galípolo para o cargo e disse que o atual presidente da autarquia tem lidado de maneira eficaz com questões deixadas por gestões anteriores.

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