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Aracaju, Domingo, 21 de junho de 2026
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IA devolve voz e autonomia a pacientes com ELA no Brasil

Tecnologia

IA devolve voz e autonomia a pacientes com ELA no Brasil

Projeto brasileiro com IA devolve autonomia a pacientes com ELA, promovendo comunicação e carreira.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h15
IA devolve voz e autonomia a pacientes com ELA no Brasil

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Tecnologia inédita transforma a vida de quem convive com a ELA, permitindo que pacientes retomem carreira e vida social. A iniciativa chega num momento de conscientização sobre a doença.

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Um projeto inédito no Brasil que utiliza inteligência artificial promete devolver voz, autonomia e carreira a pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Neste domingo (21), o país celebra o Dia Nacional de Luta Contra a ELA, uma data dedicada à conscientização sobre essa doença neurodegenerativa rara que causa a perda progressiva dos movimentos e compromete funções essenciais como falar, caminhar, engolir e respirar.

Para milhares de pacientes, o avanço da doença significa também um afastamento precoce da vida profissional, acadêmica e social. No entanto, um projeto inovador desenvolvido no país está mudando essa realidade ao inaugurar um novo campo de atuação da inteligência artificial: a IA assistiva de alta complexidade, que visa não apenas à comunicação, mas também à preservação da produtividade intelectual, científica e profissional.

O projeto, denominado ExtensIA, é fruto de uma parceria entre a Fundação Unimed e a startup brasileira WorkAI. Ele utiliza inteligência artificial para preservar, ampliar e perpetuar o conhecimento de profissionais acometidos por doenças neurodegenerativas que afetam os movimentos, mas mantêm as capacidades cognitivas. O primeiro estudo de caso do projeto é o da psiquiatra Maria Inês Quintana, uma das maiores especialistas brasileiras em transtorno de personalidade borderline.

Diagnosticada com ELA há quase três anos, Maria Inês perdeu completamente a mobilidade do corpo, mas continua cognitivamente ativa. Com o apoio da tecnologia, ela conseguiu retomar suas atividades profissionais. Mesmo após a perda total dos movimentos, Maria voltou a lecionar, palestrar e compartilhar seu conhecimento com médicos e estudantes.

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A ExtensIA representa um marco na aplicação de inteligência artificial voltada à continuidade profissional e intelectual.

No caso de Maria Inês, a tecnologia garante que sua carreira acadêmica e clínica não seja interrompida pela progressão da doença. Como professora afiliada do Departamento de Psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenadora de diversas iniciativas na área de saúde mental, ela buscou alternativas para continuar se comunicando e exercendo sua profissão. Atualmente, utiliza tecnologias assistivas como o Tobii Communicator, que permite a digitação por meio do movimento dos olhos.

O projeto, que conta com um investimento de cerca de R$ 5 milhões, está em sua versão beta e conta com a participação de investidores como Seguros Unimed, Unimed Campinas e Unimed-BH. Em breve, a iniciativa poderá ser aplicada a outras pessoas que, como Maria, tenham perdido os movimentos, mas mantenham as funções cognitivas preservadas.

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O sistema desenvolvido pela WorkAI é estruturado em três frentes complementares, que combinam ciência médica, engenharia de dados e inteligência artificial de alta complexidade. A primeira é o Agente Clínico Assistivo, um conjunto de IAs treinadas com todo o acervo intelectual acumulado por Maria Inês ao longo de mais de 30 anos de atuação. A segunda frente é o Avatar Digital Palestrante, já em operação, que foi desenvolvido a partir da imagem e da voz originais da psiquiatra.

Esse avatar é capaz de ministrar aulas e palestras de forma assíncrona em português, inglês e espanhol. A terceira frente do projeto é o Sistema Multiagente Coordenador, que será integrado aos sistemas educacionais da Faculdade Unimed, com agentes de IA responsáveis por tarefas como organização de grades curriculares e apoio à gestão acadêmica.

Com um Instituto de Ciência e Tecnologia, a Fundação Unimed coordena cientificamente o projeto. O professor Dr. Fábio Gastal, psiquiatra e diretor acadêmico da Faculdade Unimed, destaca: “O ExtensIA integra ciência, tecnologia, mas, principalmente, o cuidado com as pessoas. A iniciativa apresenta uma nova forma de compreender, preservar e compartilhar o conhecimento humano, mesmo diante das limitações impostas por doenças irreversíveis.”

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Um projeto inédito no Brasil que utiliza inteligência artificial promete devolver voz, autonomia e carreira a pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Neste domingo (21), o país celebra o Dia Nacional de Luta Contra a ELA, uma data dedicada à conscientização sobre essa doença neurodegenerativa rara que causa a perda progressiva dos movimentos e compromete funções essenciais como falar, caminhar, engolir e respirar.

Para milhares de pacientes, o avanço da doença significa também um afastamento precoce da vida profissional, acadêmica e social. No entanto, um projeto inovador desenvolvido no país está mudando essa realidade ao inaugurar um novo campo de atuação da inteligência artificial: a IA assistiva de alta complexidade, que visa não apenas à comunicação, mas também à preservação da produtividade intelectual, científica e profissional.

O projeto, denominado ExtensIA, é fruto de uma parceria entre a Fundação Unimed e a startup brasileira WorkAI. Ele utiliza inteligência artificial para preservar, ampliar e perpetuar o conhecimento de profissionais acometidos por doenças neurodegenerativas que afetam os movimentos, mas mantêm as capacidades cognitivas. O primeiro estudo de caso do projeto é o da psiquiatra Maria Inês Quintana, uma das maiores especialistas brasileiras em transtorno de personalidade borderline.

Diagnosticada com ELA há quase três anos, Maria Inês perdeu completamente a mobilidade do corpo, mas continua cognitivamente ativa. Com o apoio da tecnologia, ela conseguiu retomar suas atividades profissionais. Mesmo após a perda total dos movimentos, Maria voltou a lecionar, palestrar e compartilhar seu conhecimento com médicos e estudantes.

A ExtensIA representa um marco na aplicação de inteligência artificial voltada à continuidade profissional e intelectual.

No caso de Maria Inês, a tecnologia garante que sua carreira acadêmica e clínica não seja interrompida pela progressão da doença. Como professora afiliada do Departamento de Psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenadora de diversas iniciativas na área de saúde mental, ela buscou alternativas para continuar se comunicando e exercendo sua profissão. Atualmente, utiliza tecnologias assistivas como o Tobii Communicator, que permite a digitação por meio do movimento dos olhos.

O projeto, que conta com um investimento de cerca de R$ 5 milhões, está em sua versão beta e conta com a participação de investidores como Seguros Unimed, Unimed Campinas e Unimed-BH. Em breve, a iniciativa poderá ser aplicada a outras pessoas que, como Maria, tenham perdido os movimentos, mas mantenham as funções cognitivas preservadas.

O sistema desenvolvido pela WorkAI é estruturado em três frentes complementares, que combinam ciência médica, engenharia de dados e inteligência artificial de alta complexidade. A primeira é o Agente Clínico Assistivo, um conjunto de IAs treinadas com todo o acervo intelectual acumulado por Maria Inês ao longo de mais de 30 anos de atuação. A segunda frente é o Avatar Digital Palestrante, já em operação, que foi desenvolvido a partir da imagem e da voz originais da psiquiatra.

Esse avatar é capaz de ministrar aulas e palestras de forma assíncrona em português, inglês e espanhol. A terceira frente do projeto é o Sistema Multiagente Coordenador, que será integrado aos sistemas educacionais da Faculdade Unimed, com agentes de IA responsáveis por tarefas como organização de grades curriculares e apoio à gestão acadêmica.

Com um Instituto de Ciência e Tecnologia, a Fundação Unimed coordena cientificamente o projeto. O professor Dr. Fábio Gastal, psiquiatra e diretor acadêmico da Faculdade Unimed, destaca: “O ExtensIA integra ciência, tecnologia, mas, principalmente, o cuidado com as pessoas. A iniciativa apresenta uma nova forma de compreender, preservar e compartilhar o conhecimento humano, mesmo diante das limitações impostas por doenças irreversíveis.”

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