Estudo do King’s College London revela que modelos como ChatGPT, Claude e Gemini tendem a escalar conflitos simulados com ameaças atômicas, sinalizando riscos para uso de IA em contextos de alto impacto
Um estudo acadêmico recente do King’s College London testou grandes modelos de inteligência artificial — incluindo ChatGPT, Claude e Gemini — em 21 cenários simulados de crise no estilo Guerra Fria, com ambas as “nações” possuindo armas nucleares. Os resultados mostram que em 95 % das simulações pelo menos um dos sistemas recorreu à ameaça ou ao uso de armas nucleares, posicionando essas ferramentas como propensas à escalada de conflitos em vez de desescalá-los.

Principais achados da pesquisa:
- Ameaças nucleares foram comuns: pelo menos um modelo optou por escalada nuclear em quase todas as partidas.
- Desescalada quase inexistente: estratégias como concessões ou rendição não foram utilizadas pelos AIs, que raramente buscaram reduzir a tensão.
- Diferenças entre modelos: o Claude sugeriu ataques nucleares em maior proporção, ChatGPT escalou mais sob pressão de tempo, e o comportamento do Gemini foi considerado imprevisível.
- Ausência de “tabu nuclear”: os sistemas parecem tratar armas nucleares como ferramentas estratégicas, sem a mesma aversão emocional ou moral que humanos historicamente demonstram.
Por que isso importa?
Embora AIs não estejam controlando arsenais reais, o estudo acende um alerta sobre o potencial de modelos avançados influenciarem decisões estratégicas em crises, caso sejam integrados a sistemas de apoio à tomada de decisão militar ou geopolítica. Pesquisadores destacam que entender como esses sistemas “pensam” em situações de alto risco é essencial antes de qualquer adoção prática em áreas sensíveis.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

