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IA facilita golpes digitais e coloca R$ 2 bi em risco no Brasil

Esporte

IA facilita golpes digitais e coloca R$ 2 bi em risco no Brasil

Fraudes com identidade digital podem resultar em R$ 1,98 bilhão em prejuízos no Brasil.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h58
IA facilita golpes digitais e coloca R$ 2 bi em risco no Brasil

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A cada cinco segundos, uma tentativa de fraude de identidade digital ocorre no Brasil. Levantamento da Serasa Experian aponta risco de quase R$ 2 bilhões em prejuízos em 2026.

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Tentativas de fraude com identidade digital podem causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no Brasil, caso não sejam bloqueadas. Essa informação foi divulgada no Mapa da Fraude, apresentado pela Serasa Experian nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026.

O levantamento revela um panorama preocupante sobre os golpes digitais no país, que estão sendo facilitados pelo uso de inteligência artificial. Nos primeiros três meses de 2026, a empresa registrou quase 1,5 milhão de tentativas de fraudes em cadastros e validações de identidade, o que equivale a uma tentativa a cada cinco segundos. Essa alta representa um aumento de 36,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A fraude de identidade digital ocorre quando criminosos utilizam dados de terceiros, documentos falsos ou informações manipuladas para se passar por outra pessoa em cadastros e transações online. Os setores mais afetados incluem a abertura de contas, pedidos de cartão, compras e a contratação de serviços digitais.

Entre os segmentos analisados, os meios de pagamento lideraram o número de tentativas de fraude de identidade, com 644,5 mil ocorrências, representando 43,1% do total. Em seguida, aparecem os setores de telefonia, com 313,2 mil casos, e bancos e cartões, com 259,1 mil registros.

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A região Sudeste concentrou a maior parte das tentativas de fraude, seguida pelo Nordeste, com 333,1 mil tentativas, e pelo Sul, com 216,1 mil. Somente o estado de São Paulo registrou mais de 230 mil ocorrências, correspondendo a 15,8% do total nacional.

“A fraude está cada vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, afirma Eric Dhaese, vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian.

A pesquisa também destaca o uso crescente de inteligência artificial para criar mensagens mais naturais e páginas falsas mais convincentes. Os golpistas utilizam táticas para manipular buscas de IA, o que inclui a inclusão de números de call center falsos. Além disso, deepfakes, que são áudios e vídeos manipulados, têm sido utilizados para simular pessoas reais em tentativas de golpe.

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No comércio eletrônico, a situação é igualmente alarmante. Quase 1 a cada 100 transações foi considerada como tentativa de fraude, totalizando mais de 368 mil registros nesse período. Essas tentativas resultaram em R$ 337,9 milhões em valor preservado graças a soluções antifraude. O ticket médio das compras fraudulentas foi de R$ 917,52, um valor 62% superior ao dos pedidos legítimos, indicando uma busca por transações de maior retorno financeiro.

As categorias de produtos mais visadas incluem “Beleza”, com aproximadamente 33 mil ocorrências, seguida por “Calçados”, com 29,4 mil, e “Saúde”, com 18,9 mil. No entanto, a categoria de “Celulares” apresenta o maior índice de risco, com 3,11%, seguida por “Acessórios eletrônicos” e “Eletrônicos” com índices de 2,62% e 2,11%, respectivamente.

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Tentativas de fraude com identidade digital podem causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no Brasil, caso não sejam bloqueadas. Essa informação foi divulgada no Mapa da Fraude, apresentado pela Serasa Experian nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026.

O levantamento revela um panorama preocupante sobre os golpes digitais no país, que estão sendo facilitados pelo uso de inteligência artificial. Nos primeiros três meses de 2026, a empresa registrou quase 1,5 milhão de tentativas de fraudes em cadastros e validações de identidade, o que equivale a uma tentativa a cada cinco segundos. Essa alta representa um aumento de 36,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A fraude de identidade digital ocorre quando criminosos utilizam dados de terceiros, documentos falsos ou informações manipuladas para se passar por outra pessoa em cadastros e transações online. Os setores mais afetados incluem a abertura de contas, pedidos de cartão, compras e a contratação de serviços digitais.

Entre os segmentos analisados, os meios de pagamento lideraram o número de tentativas de fraude de identidade, com 644,5 mil ocorrências, representando 43,1% do total. Em seguida, aparecem os setores de telefonia, com 313,2 mil casos, e bancos e cartões, com 259,1 mil registros.

A região Sudeste concentrou a maior parte das tentativas de fraude, seguida pelo Nordeste, com 333,1 mil tentativas, e pelo Sul, com 216,1 mil. Somente o estado de São Paulo registrou mais de 230 mil ocorrências, correspondendo a 15,8% do total nacional.

“A fraude está cada vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, afirma Eric Dhaese, vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian.

A pesquisa também destaca o uso crescente de inteligência artificial para criar mensagens mais naturais e páginas falsas mais convincentes. Os golpistas utilizam táticas para manipular buscas de IA, o que inclui a inclusão de números de call center falsos. Além disso, deepfakes, que são áudios e vídeos manipulados, têm sido utilizados para simular pessoas reais em tentativas de golpe.

No comércio eletrônico, a situação é igualmente alarmante. Quase 1 a cada 100 transações foi considerada como tentativa de fraude, totalizando mais de 368 mil registros nesse período. Essas tentativas resultaram em R$ 337,9 milhões em valor preservado graças a soluções antifraude. O ticket médio das compras fraudulentas foi de R$ 917,52, um valor 62% superior ao dos pedidos legítimos, indicando uma busca por transações de maior retorno financeiro.

As categorias de produtos mais visadas incluem “Beleza”, com aproximadamente 33 mil ocorrências, seguida por “Calçados”, com 29,4 mil, e “Saúde”, com 18,9 mil. No entanto, a categoria de “Celulares” apresenta o maior índice de risco, com 3,11%, seguida por “Acessórios eletrônicos” e “Eletrônicos” com índices de 2,62% e 2,11%, respectivamente.

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