Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Brasil registra recorde de trabalhadores idosos, com 8,3 milhões em 2024

Cerca de 8,3 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estavam ocupados em 2024, o maior contingente desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O grupo representava 24,4% dos 34,1 milhões de idosos do país, ou seja, quase um em cada quatro. Desemprego no menor […]

03/12/2025 · 10h32
Brasil registra recorde de trabalhadores idosos, com 8,3 milhões em 2024

Cerca de 8,3 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estavam ocupados em 2024, o maior contingente desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O grupo representava 24,4% dos 34,1 milhões de idosos do país, ou seja, quase um em cada quatro.

Desemprego no menor patamar

A taxa de desocupação entre idosos ficou em 2,9%, a menor já apurada pelo IBGE. No conjunto da população, o índice foi de 6,6% no mesmo período.

Publicidade

Evolução da ocupação

O levantamento “Síntese de Indicadores Sociais”, divulgado nesta quarta-feira (3), mostra crescimento contínuo da participação dos idosos no mercado de trabalho:

• 2020: 19,8%
• 2021: 19,9%
• 2022: 21,3%
• 2023: 23%
• 2024: 24,4%

Impacto da reforma da Previdência

Para a analista do IBGE Denise Guichard Freire, a combinação entre maior expectativa de vida e a reforma da Previdência, promulgada em 2019, contribui para o aumento da ocupação. “As pessoas precisam trabalhar e contribuir por mais tempo para se aposentar”, afirmou.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Diferenças por faixa etária e gênero

No grupo de 60 a 69 anos, 34,2% exerciam alguma atividade, sendo 48% dos homens e 26,2% das mulheres. Já entre quem tem 70 anos ou mais, o nível de ocupação cai para 16,7%15,7% dos homens e 5,8% das mulheres.

Modalidade de trabalho

Mais da metade dos trabalhadores idosos (51,1%) atuava por conta própria (43,3%) ou como empregador (7,8%). Na população ocupada total, esses perfis somam 29,5%. Já o emprego com carteira assinada abrange apenas 17% dos trabalhadores com 60 anos ou mais, contra 38,9% entre todos os ocupados.

Renda maior, formalização menor

O rendimento médio dos idosos foi de R$ 3.561 mensais, 14,6% acima da média geral de R$ 3.108. Apesar disso, a formalização atinge 44,3% desse público, abaixo dos 59,4% registrados no total de trabalhadores. O IBGE classifica como informais os empregados sem carteira, além de conta-própria e empregadores que não contribuem para a Previdência.

Publicidade

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

Cerca de 8,3 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estavam ocupados em 2024, o maior contingente desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. O grupo representava 24,4% dos 34,1 milhões de idosos do país, ou seja, quase um em cada quatro.

Desemprego no menor patamar

A taxa de desocupação entre idosos ficou em 2,9%, a menor já apurada pelo IBGE. No conjunto da população, o índice foi de 6,6% no mesmo período.

Evolução da ocupação

O levantamento “Síntese de Indicadores Sociais”, divulgado nesta quarta-feira (3), mostra crescimento contínuo da participação dos idosos no mercado de trabalho:

• 2020: 19,8%
• 2021: 19,9%
• 2022: 21,3%
• 2023: 23%
• 2024: 24,4%

Impacto da reforma da Previdência

Para a analista do IBGE Denise Guichard Freire, a combinação entre maior expectativa de vida e a reforma da Previdência, promulgada em 2019, contribui para o aumento da ocupação. “As pessoas precisam trabalhar e contribuir por mais tempo para se aposentar”, afirmou.

Diferenças por faixa etária e gênero

No grupo de 60 a 69 anos, 34,2% exerciam alguma atividade, sendo 48% dos homens e 26,2% das mulheres. Já entre quem tem 70 anos ou mais, o nível de ocupação cai para 16,7%15,7% dos homens e 5,8% das mulheres.

Modalidade de trabalho

Mais da metade dos trabalhadores idosos (51,1%) atuava por conta própria (43,3%) ou como empregador (7,8%). Na população ocupada total, esses perfis somam 29,5%. Já o emprego com carteira assinada abrange apenas 17% dos trabalhadores com 60 anos ou mais, contra 38,9% entre todos os ocupados.

Renda maior, formalização menor

O rendimento médio dos idosos foi de R$ 3.561 mensais, 14,6% acima da média geral de R$ 3.108. Apesar disso, a formalização atinge 44,3% desse público, abaixo dos 59,4% registrados no total de trabalhadores. O IBGE classifica como informais os empregados sem carteira, além de conta-própria e empregadores que não contribuem para a Previdência.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA