Nesta segunda-feira, 1º, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, participou da inauguração da Casa da Mulher Brasileira (CMB), instalada no bairro Capucho. O equipamento foi viabilizado por meio de parceria entre os governos federal, estadual e municipal e tem como objetivo reforçar a rede de proteção às mulheres, ampliando o acesso a serviços de acolhimento, assistência e garantia de direitos.
A Secretaria Municipal da Mulher (SerMulher) fará parte da rede de atendimento da unidade, oferecendo orientação e acompanhamento inicial para mulheres que procuram apoio para romper com situações de violência.
A unidade de Sergipe é a 13ª do país ligada ao Programa ‘Mulher Viver sem Violência’ e ao ‘Pacto Brasil Contra o Feminicídio’, iniciativas coordenadas pelo Governo Federal. A casa ocupa uma área de 3.374,24 metros quadrados e foi construída com investimento de R$ 6,7 milhões.
No mesmo espaço estarão concentrados serviços especializados, como a Delegacia da Mulher, o Juizado, o Ministério Público e a Defensoria Pública, com funcionamento previsto em regime 24 horas. A unidade oferecerá acolhimento humanizado, atendimento psicossocial, alojamento provisório, ações voltadas à autonomia econômica, auxílio-transporte e uma brinquedoteca para as crianças das usuárias.
Durante a cerimônia, Emília Corrêa destacou a importância do novo ponto de atendimento para ampliar a proteção às mulheres de Aracaju e de todo o estado. A gestora afirmou que o local representa um espaço de proteção e acolhimento que facilita o acesso à justiça e pode ajudar mulheres em momentos de grande vulnerabilidade a reconstruírem suas vidas com segurança e dignidade.
A prefeita também ressaltou a necessidade de atuação conjunta entre os diferentes níveis de governo e instituições para enfrentar a violência de gênero e anunciou que já solicitou uma reunião com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) para buscar alternativas que ampliem a oferta de transporte público para a região da CMB, lembrando que a mobilidade é condição essencial para o acesso aos serviços.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a Casa da Mulher Brasileira simboliza o compromisso dos entes federativos com a proteção às mulheres e a oferta de atendimento integrado. Para ela, cada nova unidade reforça a rede de proteção e o empenho por uma sociedade mais justa e segura.
Representando o estado, a secretária da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, destacou que a casa oferecerá acolhimento com respeito e uma rede completa de atendimento para mulheres em situação de vulnerabilidade, ressaltando a importância da cooperação entre os governos para viabilizar o projeto.
Já a secretária de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, definiu a implantação da unidade como um marco para as políticas públicas no estado, afirmando que a integração dos serviços em um único local deve tornar o atendimento mais ágil, humanizado e eficiente, contribuindo para a reconstrução da autonomia e da segurança das mulheres.
A cerimônia contou com autoridades federais e estaduais e marcou a abertura ao público da 13ª Casa da Mulher Brasileira no país.
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