Segundo o diretor-presidente Roberto Carlos Currais, proximidade do vencimento original do contrato em 2027 já começava a travar o planejamento de aportes financeiros no estado para os próximos anos.
A renovação antecipada do contrato de concessão da Energisa Sergipe foi detalhada pelo diretor-presidente da distribuidora no estado, Roberto Carlos Currais. O executivo esclareceu que o movimento regulatório foi fundamental para destravar o fluxo de aportes financeiros na rede elétrica local, apontando que a proximidade do encerramento do vínculo anterior já gerava reflexos negativos no planejamento estratégico da companhia.
De acordo com Roberto Currais, o contrato de concessão original estava previsto para vencer em dezembro de 2027. Por se tratar de um setor que demanda a aplicação de capital de forma intensiva e com retorno a longo prazo, a proximidade do prazo final começou a impor barreiras operacionais.
“Como o setor de energia é um setor que investe capital de forma intensiva, já estava começando a prejudicar os investimentos para os próximos três anos”, explicou o presidente da concessionária.
Extensão contratual e projeção bilionária de investimentos
Com a homologação oficial da renovação antecipada por parte do Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Energisa garantiu a extensão do direito de exploração dos serviços de distribuição de energia em Sergipe por mais 30 anos.
A resolução do cenário de incerteza regulatória abriu caminho para o anúncio de um robusto plano de expansão e modernização tecnológica no estado:
- Aporte para o ciclo de cinco anos: O Grupo Energisa projeta injetar cerca de R$ 1,7 bilhão em território sergipano entre os anos de 2026 e 2030.
- Crescimento dos investimentos: O montante global representa um incremento expressivo de aproximadamente 32% no volume de capital investido em relação ao ciclo macro anterior.
- Planejamento para 2026: Apenas para o decorrer do ano corrente de 2026, o pacote de execução imediata contempla R$ 427 milhões destinados à infraestrutura elétrica.
Os recursos bilionários serão direcionados prioritariamente para a construção e ampliação de subestações, automação de sistemas de monitoramento remoto, redução de perdas comerciais e o fortalecimento da resiliência das redes de alta e baixa tensão nos 63 municípios sergipanos atendidos pela empresa.
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