O setor de turismo brasileiro encerrou 2025 no maior patamar desde o início da série histórica, em 2011. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) avançou 4,6% em relação a 2024, superando em 13,8% o nível observado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020.
Recuperação contínua
O resultado de 2025 marca o quinto ano consecutivo de crescimento. A trajetória do Iatur foi a seguinte:
2020: -36,7%
2021: 22,2%
2022: 29,9%
2023: 7,2%
2024: 3,6%
2025: 4,6%
Principais impulsionadores
Segundo o IBGE, o desempenho positivo foi puxado por maiores receitas em transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê, reservas de hospedagem e hotéis. O Iatur reúne 22 das 166 atividades pesquisadas na Pesquisa Mensal de Serviços.
Desempenho regional
Entre as 17 unidades da federação analisadas, 14 apresentaram crescimento. Os destaques, pela ordem de impacto no índice nacional, foram:
• São Paulo: +3,9%
• Paraná: +5,5%
• Bahia: +6,6%
• Rio de Janeiro: +10,8%
• Rio Grande do Sul: +11,4%
Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) registraram queda.
Efeito COP30 no Pará
Sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) em novembro, o Pará fechou o ano com alta de 7,8%, acima da média nacional, mas inferior ao avanço de 9,7% verificado em 2024.
Serviços em geral
No conjunto das 166 atividades de serviços, o IBGE apurou crescimento de 2,8% em 2025. O setor está 0,4% abaixo do recorde de novembro de 2025 e 19,6% acima do nível pré-pandemia. Entre as maiores influências desse resultado aparecem portais de conteúdo na internet, transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga, publicidade e desenvolvimento de softwares.
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