Brasília – A produção industrial brasileira subiu 0,6% em 2025 frente a 2024, mas sete estados aceleraram num ritmo maior que o do país, conforme a Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desempenho acima da média
Entre as 18 localidades pesquisadas, os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo (11,6%) e no Rio de Janeiro (5,1%). Completam a lista Santa Catarina (3,2%), Rio Grande do Sul (2,4%), Goiás (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%).
De acordo com o analista Bernardo Almeida, o resultado capixaba foi impulsionado pela extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. No Rio de Janeiro, o setor extrativo também puxou o índice, principalmente pela maior exploração de petróleo e gás.
Santa Catarina aparece como a terceira maior influência positiva, favorecida pelos segmentos de alimentos e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Entre os alimentos, destacaram-se carnes e miudezas de aves congeladas, conservas de peixe e embutidos de suínos.
Crescimento abaixo da média
Bahia (0,3%), Paraná (0,3%) e Amazonas (0,1%) apresentaram expansão industrial, porém abaixo da média nacional.
Quedas na produção
Oito regiões registraram recuo, com destaque para o Rio Grande do Sul. Veja o desempenho:
- Ceará: -0,6%
- Nordeste (conjunto dos nove estados): -0,8%
- São Paulo: -2,2%
- Pernambuco: -3,8%
- Maranhão: -5,1%
- Mato Grosso: -5,8%
- Rio Grande do Norte: -11,6%
- Mato Grosso do Sul: -12,9%
Como São Paulo responde por cerca de um terço da produção industrial nacional, a queda de 2,2% no estado exerceu a maior pressão negativa sobre o resultado de 2025. Segundo Almeida, contribuíram para o recuo paulista as reduções na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas, além da menor fabricação de medicamentos.
Nos dois estados com retrações superiores a dois dígitos, o principal fator foi o desempenho do setor de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. No Rio Grande do Norte, a produção de diesel e gasolina caiu 23,2%, enquanto em Mato Grosso do Sul a produção de álcool etílico encolheu 61,5%.
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