Um levantamento do Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta as principais tendências e ocupações que devem impulsionar a indústria brasileira nos próximos anos. Segundo o superintendente do ONI, Márcio Guerra, funções operacionais e repetitivas tendem a desaparecer, dando lugar a postos de trabalho mais analíticos e criativos.
“Não se trata apenas de operar máquinas e equipamentos, mas de compreender os sistemas que as conectam, de analisar os dados que elas produzem e de tomar decisões baseadas em evidências”, afirma Guerra. A pesquisa mapeou 34 tendências que deverão impactar a indústria, destacando o papel das tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, e de práticas organizacionais inovadoras, como metodologias ágeis e economia circular.
Ocupações com Maior Potencial de Crescimento
O estudo da CNI listou as ocupações que terão maior crescimento nos próximos anos, tanto em nível técnico quanto superior.
Nível Técnico
- Técnico em Microrredes e Energias Renováveis: alta de 30%
- Técnico em Cibersegurança Industrial: alta de 25%
- Técnico em Manufatura Aditiva (Impressão 3D): alta de 25%
- Técnico em Manutenção Preditiva: alta de 15%
- Técnico em IIoT e Conectividade Industrial: alta de 10%
Nível Superior
- Gerente de Inovação Aberta e Colaborativa: alta de 27%
- Gestor de Sustentabilidade e Economia Circular: alta de 20%
- Especialista em Gêmeos Digitais e Modelagem Virtual: alta de 15%
- Especialista em Governança Algorítmica e Ética Digital: alta de 12%
- Cientista de Dados Industrial: alta de 12%
Tecnologias e Práticas em Ascensão
A pesquisa também detalha as tecnologias emergentes e as tendências organizacionais que moldarão o setor. Tecnologias como Inteligência Artificial, Internet Industrial das Coisas (IIoT), e a utilização de redes 5G e 6Gestão em crescimento.
No campo das práticas organizacionais, destacam-se a Produção Enxuta e Adaptativa, a Gestão de Talentos com Foco em Lifelong Learning, e a Tomada de Decisão Apoiada por Inteligência Artificial. A pesquisa reforça que a indústria do futuro exigirá uma formação sólida, constantemente atualizada e conectada às práticas do mundo do trabalho.
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