A inflação ao consumidor da China desacelerou em junho, apresentando um recuo abaixo das expectativas do mercado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) do país.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 1% na comparação com junho de 2025, uma queda em relação à alta de 1,2% registrada em maio. Economistas consultados pela Reuters projetavam uma alta de 1,1%. Na comparação mensal, o IPC recuou 0,3%, após uma diminuição de 0,1% em maio. O mercado previa uma retração de 0,2%, o que indica uma desaceleração na inflação.
Por outro lado, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 4,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, superando o crescimento de 3,9% registrado em maio e confirmando as projeções do mercado. Este foi o quarto avanço anual consecutivo e o maior desde julho de 2022, refletindo a manutenção das pressões de custos sobre a indústria chinesa.
No entanto, na comparação mensal, o IPP caiu 0,3% em junho, sinalizando uma perda de força nos preços na saída das fábricas em relação ao mês anterior. Esses indicadores oferecem um panorama misto para a economia chinesa. Enquanto a inflação ao consumidor permanece moderada e abaixo das expectativas, os custos enfrentados pelos fabricantes continuam elevados, o que pode impactar as margens das empresas nos próximos meses.
O IPC é a principal medida da inflação do consumidor e acompanha a variação dos preços de bens e serviços. Esse índice é essencial para avaliar o ritmo da inflação e orientar as expectativas do mercado sobre a política monetária do país. Resultados abaixo do esperado geralmente tendem a reduzir a perspectiva de aperto monetário e podem pressionar o yuan, enquanto leituras mais elevadas têm o potencial de fortalecer a moeda ao aumentar as expectativas de juros mais altos.
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