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Economia

INPO cria Centro de Energia Azul para desenvolver tecnologias renováveis no mar

O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) vai instalar o Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul depois de ser contemplado com um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de aproximadamente R$ 15 milhões. Quatro frentes tecnológicas O novo centro trabalhará em quatro soluções para geração de energia […]

06/12/2025 · 19h07
INPO cria Centro de Energia Azul para desenvolver tecnologias renováveis no mar

O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) vai instalar o Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul depois de ser contemplado com um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de aproximadamente R$ 15 milhões.

Quatro frentes tecnológicas

O novo centro trabalhará em quatro soluções para geração de energia offshore: conversão de ondas, aproveitamento de correntes de maré, uso do gradiente térmico oceânico (OTEC) e produção de hidrogênio verde.

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Segundo o instituto, as tecnologias podem reduzir emissões de setores de difícil descarbonização, como plataformas de óleo e gás, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. Unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas a gás natural poderão substituir parte da geração por fontes limpas produzidas no oceano.

Capacitação de pesquisadores

Do montante total, R$ 4,3 milhões serão destinados a bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com quatro instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação Getulio Vargas (FGV).

Hidrogênio offshore

O projeto também prevê a simulação física da produção de hidrogênio a partir de energia eólica no mar, utilizando água dessalinizada para eletrólise. A proposta busca atenuar a intermitência da geração eólica e possibilitar o armazenamento de energia em forma de hidrogênio, garantindo maior estabilidade ao sistema elétrico.

Atualmente, cerca de 250 GW de projetos de eólica offshore estão em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Caso 20% sejam implantados, a matriz elétrica nacional pode ganhar 50 GW adicionais, quase um quarto da capacidade instalada no país.

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Equipamentos em desenvolvimento

O Centro de Energia Azul desenvolverá quatro protótipos: um conversor de ondas, um sistema OTEC baseado em ciclo Rankine com amônia, um módulo de produção de hidrogênio offshore e uma turbina para correntes de maré, capaz de operar no oceano ou em rios de fluxo contínuo.

Cada equipamento será projetado, construído e testado em ambientes laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instalação no mar.

Avanço da maturidade tecnológica

De acordo com o diretor-geral do INPO, Segen Estefen, o centro atuará na etapa intermediária de desenvolvimento das energias renováveis offshore, elevando o nível de maturidade tecnológica (TRL) das soluções. “Ao final do projeto, cada tecnologia contará com um projeto-piloto para instalação no mar, etapa que pavimenta o caminho para aplicações comerciais em larga escala”, afirmou.

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Com informações de Agência Brasil

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O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) vai instalar o Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul depois de ser contemplado com um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de aproximadamente R$ 15 milhões.

Quatro frentes tecnológicas

O novo centro trabalhará em quatro soluções para geração de energia offshore: conversão de ondas, aproveitamento de correntes de maré, uso do gradiente térmico oceânico (OTEC) e produção de hidrogênio verde.

Segundo o instituto, as tecnologias podem reduzir emissões de setores de difícil descarbonização, como plataformas de óleo e gás, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. Unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas a gás natural poderão substituir parte da geração por fontes limpas produzidas no oceano.

Capacitação de pesquisadores

Do montante total, R$ 4,3 milhões serão destinados a bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com quatro instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação Getulio Vargas (FGV).

Hidrogênio offshore

O projeto também prevê a simulação física da produção de hidrogênio a partir de energia eólica no mar, utilizando água dessalinizada para eletrólise. A proposta busca atenuar a intermitência da geração eólica e possibilitar o armazenamento de energia em forma de hidrogênio, garantindo maior estabilidade ao sistema elétrico.

Atualmente, cerca de 250 GW de projetos de eólica offshore estão em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Caso 20% sejam implantados, a matriz elétrica nacional pode ganhar 50 GW adicionais, quase um quarto da capacidade instalada no país.

Equipamentos em desenvolvimento

O Centro de Energia Azul desenvolverá quatro protótipos: um conversor de ondas, um sistema OTEC baseado em ciclo Rankine com amônia, um módulo de produção de hidrogênio offshore e uma turbina para correntes de maré, capaz de operar no oceano ou em rios de fluxo contínuo.

Cada equipamento será projetado, construído e testado em ambientes laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instalação no mar.

Avanço da maturidade tecnológica

De acordo com o diretor-geral do INPO, Segen Estefen, o centro atuará na etapa intermediária de desenvolvimento das energias renováveis offshore, elevando o nível de maturidade tecnológica (TRL) das soluções. “Ao final do projeto, cada tecnologia contará com um projeto-piloto para instalação no mar, etapa que pavimenta o caminho para aplicações comerciais em larga escala”, afirmou.

Com informações de Agência Brasil

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