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Educação

Inteligência Artificial ganha espaço no EaD depois de o Brasil ultrapassar 10 milhões de matrículas no ensino superior

O avanço das matrículas em cursos de educação a distância (EaD) no Brasil alcançou um marco histórico: mais de 10 milhões de estudantes estão no ensino superior e, pela primeira vez, 50,7% deles escolheram o modelo on-line. O dado foi comemorado por Jânyo Diniz, CEO do Grupo Ser Educacional e presidente do Sindicato das Instituições […]

28/10/2025 · 10h32
Inteligência Artificial ganha espaço no EaD depois de o Brasil ultrapassar 10 milhões de matrículas no ensino superior

O avanço das matrículas em cursos de educação a distância (EaD) no Brasil alcançou um marco histórico: mais de 10 milhões de estudantes estão no ensino superior e, pela primeira vez, 50,7% deles escolheram o modelo on-line. O dado foi comemorado por Jânyo Diniz, CEO do Grupo Ser Educacional e presidente do Sindicato das Instituições de Ensino Superior de Pernambuco, que vê na Inteligência Artificial (IA) o próximo passo para elevar a qualidade da formação acadêmica.

IA para personalizar conteúdos e acelerar competências

Segundo Diniz, a IA não deve substituir docentes nem converter cursos em tutoria automática. O objetivo é integrar sistemas inteligentes ao currículo para:

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  • identificar lacunas de conhecimento;
  • ajustar o ritmo de estudo de cada aluno;
  • criar trilhas individuais;
  • oferecer feedback em tempo real por meio de simuladores e laboratórios virtuais.

Com essas ferramentas, disciplinas podem ficar alinhadas a habilidades exigidas no mercado, como pensamento computacional, análise de dados e colaboração em ambientes digitais.

Três frentes para enfrentar a automação

Para que a universidade lidere a adaptação às mudanças do trabalho, Diniz propõe três linhas de ação:

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  1. Alfabetização em IA: todos os cursos, de Direito a Enfermagem, devem abordar uso responsável de algoritmos, privacidade e ética.
  2. Empregabilidade baseada em projetos: conteúdos precisam ser ligados a problemas reais, contando com participação de empresas na mentoria e avaliação.
  3. Credenciais empilháveis: além do diploma, microcertificações em áreas como programação aplicada, automação de processos e cibersegurança devem ser obtidas ao longo do curso.

Governança, infraestrutura e capacitação docente

O executivo ressalta que a adoção da IA demanda políticas claras de integridade acadêmica, registros transparentes sobre o uso dos modelos e auditorias de resultados. Também são necessários investimentos em conectividade, dispositivos, bibliotecas virtuais e formação continuada de professores para redesenhar aulas e avaliações.

Diniz conclui que, depois de provar capacidade de ampliar o acesso com o EaD, o país precisa transformar o volume de matrículas em ganhos sociais concretos. Para ele, a Inteligência Artificial é a ferramenta capaz de personalizar a aprendizagem e aproximar a sala de aula do mercado de trabalho, mantendo a educação “humana na finalidade e inteligente nos meios”.

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O avanço das matrículas em cursos de educação a distância (EaD) no Brasil alcançou um marco histórico: mais de 10 milhões de estudantes estão no ensino superior e, pela primeira vez, 50,7% deles escolheram o modelo on-line. O dado foi comemorado por Jânyo Diniz, CEO do Grupo Ser Educacional e presidente do Sindicato das Instituições de Ensino Superior de Pernambuco, que vê na Inteligência Artificial (IA) o próximo passo para elevar a qualidade da formação acadêmica.

IA para personalizar conteúdos e acelerar competências

Segundo Diniz, a IA não deve substituir docentes nem converter cursos em tutoria automática. O objetivo é integrar sistemas inteligentes ao currículo para:

  • identificar lacunas de conhecimento;
  • ajustar o ritmo de estudo de cada aluno;
  • criar trilhas individuais;
  • oferecer feedback em tempo real por meio de simuladores e laboratórios virtuais.

Com essas ferramentas, disciplinas podem ficar alinhadas a habilidades exigidas no mercado, como pensamento computacional, análise de dados e colaboração em ambientes digitais.

Três frentes para enfrentar a automação

Para que a universidade lidere a adaptação às mudanças do trabalho, Diniz propõe três linhas de ação:

  1. Alfabetização em IA: todos os cursos, de Direito a Enfermagem, devem abordar uso responsável de algoritmos, privacidade e ética.
  2. Empregabilidade baseada em projetos: conteúdos precisam ser ligados a problemas reais, contando com participação de empresas na mentoria e avaliação.
  3. Credenciais empilháveis: além do diploma, microcertificações em áreas como programação aplicada, automação de processos e cibersegurança devem ser obtidas ao longo do curso.

Governança, infraestrutura e capacitação docente

O executivo ressalta que a adoção da IA demanda políticas claras de integridade acadêmica, registros transparentes sobre o uso dos modelos e auditorias de resultados. Também são necessários investimentos em conectividade, dispositivos, bibliotecas virtuais e formação continuada de professores para redesenhar aulas e avaliações.

Diniz conclui que, depois de provar capacidade de ampliar o acesso com o EaD, o país precisa transformar o volume de matrículas em ganhos sociais concretos. Para ele, a Inteligência Artificial é a ferramenta capaz de personalizar a aprendizagem e aproximar a sala de aula do mercado de trabalho, mantendo a educação “humana na finalidade e inteligente nos meios”.

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