As conversas entre Irã e Catar, programadas para esta quarta-feira (1°), abordarão a implementação do acordo de Teerã com os Estados Unidos e os ativos iranianos que permanecem congelados. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei.
Baghaei afirmou, na terça-feira (30), que o que está previsto para ocorrer em Doha será uma discussão com a parte catariana sobre a implementação de algumas disposições do memorando de entendimento, incluindo a cláusula que trata da liberação dos ativos restritos do Irã.
O porta-voz esclareceu que a equipe de negociação iraniana não tem planos de se reunir com a delegação americana nos próximos dias, o que pode impactar o andamento das negociações.
“Provavelmente ocorrerá em Doha uma discussão sobre a implementação de algumas disposições do memorando de entendimento”, disse Baghaei.
Por sua vez, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, também comentou sobre a situação. Ele informou que o enviado dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do ex-presidente Donald Trump, Jared Kushner, chegaram a Doha para se reunir com mediadores catarianos. No entanto, al-Ansari ressaltou que não haverá encontro com autoridades iranianas.
O porta-voz catariano destacou que os US$ 6 bilhões em recursos iranianos congelados ainda não foram transferidos para Teerã, mas isso deve ocorrer conforme o andamento das negociações.
Além disso, a reunião de terça-feira também discutiu os últimos desenvolvimentos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, com foco no fortalecimento da segurança e da estabilidade na região através do diálogo e da diplomacia.
A questão do cessar-fogo no Líbano também foi abordada, enfatizando a importância de estabilizar a situação e avançar para preservar a unidade, a soberania e a estabilidade do país.
O Catar informou que as negociações técnicas entre Irã e Estados Unidos continuam, embora atualmente não haja reuniões de alto nível entre as duas partes.
As tensões no Oriente Médio permanecem elevadas, especialmente após o recente acordo mediado pelos EUA entre Israel e o Líbano, que não impediu novos confrontos na região.
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