A Guarda Revolucionária do Irã lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia nesta segunda-feira (13.jul.2026), conforme noticiado pela Islamic Republic News Agency. A ação foi apresentada como uma retaliação aos bombardeios norte-americanos contra instalações militares iranianas nos últimos dias.
Esse ataque representa uma intensificação do conflito entre os dois países, que teve início em 28 de fevereiro de 2026. Além disso, Teerã manteve a ameaça de impor restrições ao tráfego no estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e gás.
A base de Sheikh Isa, localizada no Bahrein, foi um dos alvos atingidos, assim como instalações militares no Kuwait. Na Jordânia, o Irã informou que mísseis e drones causaram incêndios em áreas de armazenamento da base aérea Prince Hassan. O regime também declarou ter destruído sistemas de radar em Omã.
O Ministério do Interior do Bahrein confirmou que as sirenes de alerta foram acionadas, marcando a segunda vez que esse sistema foi ativado desde o início da retaliação iraniana.
“O estreito de Ormuz permanece fechado após as ações militares na região. A passagem só será liberada quando houver estabilidade e calma”, afirmou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada recentemente por Teerã.
A Guarda Revolucionária também ameaçou romper o acordo de paz firmado com os Estados Unidos em 17 de junho. Este pacto estabeleceu um cessar-fogo e um prazo de 60 dias para negociações sobre um acordo definitivo. O governo iraniano advertiu que deixará de cumprir compromissos caso Washington faça o mesmo.
O Comando Central dos EUA informou que, no último sábado (11.jul), realizou ataques contra 140 alvos militares iranianos. Segundo o órgão, mais de 300 alvos foram atingidos em três noites de operações, com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais no estreito.
A escalada militar entre os dois países teve impactos diretos no mercado de energia, com o preço do petróleo Brent subindo 4,3% nesta segunda-feira, atingindo US$ 79,31 por barril. Apesar do aumento, a cotação ainda estava abaixo dos maiores valores registrados desde o início do conflito.
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