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Jacareí inicia desapropriação da fábrica da Caoa Chery após paralisação

Prefeitura de Jacareí avança com desapropriação da fábrica da Caoa Chery após paralisação.

12/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h54
Jacareí inicia desapropriação da fábrica da Caoa Chery após paralisação

Jacareí formalizou o processo no Ofício nº 299/2026, comunicado à direção da Caoa e da Chery. A unidade está parada desde 2022; os 12 meses dados para apresentar um plano terminaram sem resposta.

A Prefeitura de Jacareí, localizada no interior de São Paulo, decidiu avançar com o processo administrativo de desapropriação da fábrica da Caoa Chery situada no município. A unidade está sem produção desde 2022 e recebeu um prazo de 12 meses para que as empresas apresentassem um plano concreto para a retomada das atividades.

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A decisão foi formalizada no Ofício nº 299/2026 – GP, datado de 20 de julho, que foi encaminhado ao presidente do Grupo Caoa e ao gerente-geral da Chery International no Brasil. A administração municipal alega que o prazo concedido terminou sem que as empresas apresentassem informações objetivas e atualizadas sobre o futuro da planta.

A medida tomada pela Prefeitura não implica que a fábrica será desapropriada imediatamente. O próximo passo será a edição e publicação de um decreto de desapropriação, dando continuidade à etapa administrativa prevista na legislação. A Prefeitura também indicou que deve judicializar a questão.

“Diante desse cenário, informamos que a Prefeitura Municipal de Jacareí dará prosseguimento aos trâmites administrativos internos necessários à edição e à publicação do decreto de desapropriação do imóvel, nos termos da legislação aplicável, com o objetivo de assegurar que o bem venha a cumprir sua função socioeconômica em benefício do Município e de sua população”, diz o ofício, assinado pelo prefeito.

A história da planta da Chery em Jacareí teve início em 2014, com a inauguração da unidade que tinha como meta a produção de até 150 mil carros por ano e a geração de mais de 5.000 empregos. Contudo, os planos não se concretizaram. Em 2017, o grupo Caoa adquiriu 51% das ações da subsidiária, formando a Caoa Chery. Com a existência de uma unidade fabril em Anápolis (GO), a fábrica paulista começou a operar abaixo da capacidade até fechar por completo em 2022.

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Quando a paralisação foi anunciada, a justificativa era a necessidade de modernização da unidade para receber veículos híbridos e elétricos, com expectativa de retomada da produção até 2025, o que não ocorreu. No mesmo ano, a Prefeitura solicitou informações sobre o futuro da unidade e, em junho, notificou formalmente as empresas sobre a possibilidade de reversão da doação e/ou desapropriação do imóvel, inicialmente estipulando 45 dias para a apresentação de um plano de retomada. Após pedido das empresas, este prazo foi estendido para 12 meses.

Em abril de 2026, devido à falta de resposta conclusiva, a Prefeitura fez nova cobrança e buscou uma solução consensual. Agora, a administração municipal afirma que continua aberta ao diálogo, mas condiciona uma mudança de posição à apresentação de uma proposta considerada objetiva e concreta.

“Ressaltamos, contudo, que esta Administração permanece aberta ao diálogo e à apresentação de eventual proposta objetiva e concreta por parte das empresas, colocando-se à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários”, destaca o ofício.

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Enquanto a situação não se resolve, a unidade pode estar prestes a viver um novo capítulo, impulsionada pelo crescimento das marcas chinesas no Brasil. Se na última década houve retração nos investimentos, atualmente novas marcas estão constantemente anunciando sua chegada ao país. Recentemente, a Chery voltou a operar no Brasil com novas marcas e outras empresas como GWM, BYD e Geely têm ampliado suas vendas, o que pode indicar que a unidade de Jacareí seja um destino para alguma das novas marcas chinesas, embora nada tenha sido confirmado oficialmente.

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Jacareí formalizou o processo no Ofício nº 299/2026, comunicado à direção da Caoa e da Chery. A unidade está parada desde 2022; os 12 meses dados para apresentar um plano terminaram sem resposta.

A Prefeitura de Jacareí, localizada no interior de São Paulo, decidiu avançar com o processo administrativo de desapropriação da fábrica da Caoa Chery situada no município. A unidade está sem produção desde 2022 e recebeu um prazo de 12 meses para que as empresas apresentassem um plano concreto para a retomada das atividades.

A decisão foi formalizada no Ofício nº 299/2026 – GP, datado de 20 de julho, que foi encaminhado ao presidente do Grupo Caoa e ao gerente-geral da Chery International no Brasil. A administração municipal alega que o prazo concedido terminou sem que as empresas apresentassem informações objetivas e atualizadas sobre o futuro da planta.

A medida tomada pela Prefeitura não implica que a fábrica será desapropriada imediatamente. O próximo passo será a edição e publicação de um decreto de desapropriação, dando continuidade à etapa administrativa prevista na legislação. A Prefeitura também indicou que deve judicializar a questão.

“Diante desse cenário, informamos que a Prefeitura Municipal de Jacareí dará prosseguimento aos trâmites administrativos internos necessários à edição e à publicação do decreto de desapropriação do imóvel, nos termos da legislação aplicável, com o objetivo de assegurar que o bem venha a cumprir sua função socioeconômica em benefício do Município e de sua população”, diz o ofício, assinado pelo prefeito.

A história da planta da Chery em Jacareí teve início em 2014, com a inauguração da unidade que tinha como meta a produção de até 150 mil carros por ano e a geração de mais de 5.000 empregos. Contudo, os planos não se concretizaram. Em 2017, o grupo Caoa adquiriu 51% das ações da subsidiária, formando a Caoa Chery. Com a existência de uma unidade fabril em Anápolis (GO), a fábrica paulista começou a operar abaixo da capacidade até fechar por completo em 2022.

Quando a paralisação foi anunciada, a justificativa era a necessidade de modernização da unidade para receber veículos híbridos e elétricos, com expectativa de retomada da produção até 2025, o que não ocorreu. No mesmo ano, a Prefeitura solicitou informações sobre o futuro da unidade e, em junho, notificou formalmente as empresas sobre a possibilidade de reversão da doação e/ou desapropriação do imóvel, inicialmente estipulando 45 dias para a apresentação de um plano de retomada. Após pedido das empresas, este prazo foi estendido para 12 meses.

Em abril de 2026, devido à falta de resposta conclusiva, a Prefeitura fez nova cobrança e buscou uma solução consensual. Agora, a administração municipal afirma que continua aberta ao diálogo, mas condiciona uma mudança de posição à apresentação de uma proposta considerada objetiva e concreta.

“Ressaltamos, contudo, que esta Administração permanece aberta ao diálogo e à apresentação de eventual proposta objetiva e concreta por parte das empresas, colocando-se à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários”, destaca o ofício.

Enquanto a situação não se resolve, a unidade pode estar prestes a viver um novo capítulo, impulsionada pelo crescimento das marcas chinesas no Brasil. Se na última década houve retração nos investimentos, atualmente novas marcas estão constantemente anunciando sua chegada ao país. Recentemente, a Chery voltou a operar no Brasil com novas marcas e outras empresas como GWM, BYD e Geely têm ampliado suas vendas, o que pode indicar que a unidade de Jacareí seja um destino para alguma das novas marcas chinesas, embora nada tenha sido confirmado oficialmente.

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