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Esporte

Jogo de futebol impulsiona violência contra mulheres, aponta estudo

Estudo indica aumento da violência contra a mulher em dias de jogos de futebol.

11/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h57
Jogo de futebol impulsiona violência contra mulheres, aponta estudo

Levantamento do FBSP e Magalu (2023-2025) em cinco capitais mostra aumento de 27,4% em ameaças e 28,8% em lesões corporais nos dias de jogos. Resultado foi apresentado em 11/08/2026.

Os dias de jogos de futebol estão associados a um aumento significativo nos registros de violência contra a mulher, segundo a segunda edição do estudo “Futebol e Violência contra a Mulher”, apresentado no dia 11 de agosto de 2026, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pela Magalu, em São Paulo.

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O levantamento revelou um crescimento de 27,4% nos registros de ameaça e de 28,8% nas ocorrências de lesão corporal por violência doméstica nos dias em que ocorrem partidas. Os dados foram coletados entre 2023 e 2025 em cinco capitais brasileiras, refletindo uma preocupação crescente com a segurança das mulheres durante esses eventos.

Comparando com a primeira análise realizada entre 2015 e 2018, o aumento observado nesta edição é mais acentuado. Naquele período, os registros de ameaça cresceram 23,7%, enquanto as lesões corporais tiveram alta de 20,8%. Essa evolução nos números indica uma intensificação do problema, que merece atenção especial das autoridades e da sociedade.

O estudo também destacou que as mulheres jovens, especialmente aquelas com idades entre 15 e 29 anos, são as mais afetadas. O levantamento identificou um aumento alarmante de 44% nos registros de ameaça e lesão corporal nesses dias. Além disso, a análise revelou que a residência é um dos principais locais onde essas ocorrências se intensificam, com um crescimento de 35,1% nas lesões e 26,8% nas ameaças.

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Outro ponto relevante abordado no estudo são as diferenças raciais. Entre mulheres negras, o aumento nos registros de lesão corporal foi de 23,2%, enquanto nas ocorrências de ameaça foi de 14,6%. Isso reforça a necessidade de uma abordagem mais abrangente para lidar com a violência de gênero, que não se limita ao espaço público ou aos estádios, mas se estende também ao ambiente doméstico.

“Em dias de jogos de futebol, eu tenho um incremento de registro de ameaça e de lesão corporal. As vítimas são as mulheres, as vítimas são mulheres jovens, e são vítimas que são agredidas pelos seus companheiros dentro de casa”, afirma Juliana Brandão, coordenadora de gênero e raça do FBSP.

Juliana Brandão também enfatizou que a análise do contexto das partidas de futebol é crucial para compreender a manifestação da violência contra as mulheres, possibilitando uma avaliação mais precisa do fenômeno. “Olhar para o ambiente do futebol é algo que favorece a nossa análise. Porque ali a gente tem um microcosmos que reproduz essa violência que a gente tanto tem falado”, concluiu.

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A segunda edição do estudo atualiza a análise anterior do FBSP e busca contribuir para o planejamento de ações de segurança, além de fomentar o debate sobre a relação entre o calendário do futebol e a violência contra as mulheres.

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Levantamento do FBSP e Magalu (2023-2025) em cinco capitais mostra aumento de 27,4% em ameaças e 28,8% em lesões corporais nos dias de jogos. Resultado foi apresentado em 11/08/2026.

Os dias de jogos de futebol estão associados a um aumento significativo nos registros de violência contra a mulher, segundo a segunda edição do estudo “Futebol e Violência contra a Mulher”, apresentado no dia 11 de agosto de 2026, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pela Magalu, em São Paulo.

O levantamento revelou um crescimento de 27,4% nos registros de ameaça e de 28,8% nas ocorrências de lesão corporal por violência doméstica nos dias em que ocorrem partidas. Os dados foram coletados entre 2023 e 2025 em cinco capitais brasileiras, refletindo uma preocupação crescente com a segurança das mulheres durante esses eventos.

Comparando com a primeira análise realizada entre 2015 e 2018, o aumento observado nesta edição é mais acentuado. Naquele período, os registros de ameaça cresceram 23,7%, enquanto as lesões corporais tiveram alta de 20,8%. Essa evolução nos números indica uma intensificação do problema, que merece atenção especial das autoridades e da sociedade.

O estudo também destacou que as mulheres jovens, especialmente aquelas com idades entre 15 e 29 anos, são as mais afetadas. O levantamento identificou um aumento alarmante de 44% nos registros de ameaça e lesão corporal nesses dias. Além disso, a análise revelou que a residência é um dos principais locais onde essas ocorrências se intensificam, com um crescimento de 35,1% nas lesões e 26,8% nas ameaças.

Outro ponto relevante abordado no estudo são as diferenças raciais. Entre mulheres negras, o aumento nos registros de lesão corporal foi de 23,2%, enquanto nas ocorrências de ameaça foi de 14,6%. Isso reforça a necessidade de uma abordagem mais abrangente para lidar com a violência de gênero, que não se limita ao espaço público ou aos estádios, mas se estende também ao ambiente doméstico.

“Em dias de jogos de futebol, eu tenho um incremento de registro de ameaça e de lesão corporal. As vítimas são as mulheres, as vítimas são mulheres jovens, e são vítimas que são agredidas pelos seus companheiros dentro de casa”, afirma Juliana Brandão, coordenadora de gênero e raça do FBSP.

Juliana Brandão também enfatizou que a análise do contexto das partidas de futebol é crucial para compreender a manifestação da violência contra as mulheres, possibilitando uma avaliação mais precisa do fenômeno. “Olhar para o ambiente do futebol é algo que favorece a nossa análise. Porque ali a gente tem um microcosmos que reproduz essa violência que a gente tanto tem falado”, concluiu.

A segunda edição do estudo atualiza a análise anterior do FBSP e busca contribuir para o planejamento de ações de segurança, além de fomentar o debate sobre a relação entre o calendário do futebol e a violência contra as mulheres.

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