Em relatório (11), Textor diz estar otimista em retomar o Botafogo. Ele tenta reverter derrotas judiciais que atribui à antiga constituição societária, após a GDA Luma assumir a SAF e revogar seus poderes.
John Textor, ex-proprietário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, divulgou um relatório nesta terça-feira (11) com atualizações sobre suas disputas judiciais. O empresário americano demonstra otimismo em retomar o controle do clube, afirmando que os fatos apoiam suas argumentações.
Os poderes de Textor sobre o Botafogo foram revogados após a SAF ter sido adquirida pela GDA Luma. Enquanto está fora do Brasil, ele busca reverter derrotas judiciais que, segundo suas alegações, estão relacionadas à antiga constituição societária da qual o clube fazia parte.
No dia 4 de junho de 2026, Textor ingressou com uma ação na Flórida, nos Estados Unidos. Ele solicita ao Tribunal que confirme sua propriedade de 90% das ações da SAF Botafogo e declare nulo o contrato de venda para a Eagle Bidco, alegando que a empresa não teria efetuado o pagamento exigido.
O prazo para que a Eagle Bidco apresentasse sua defesa em relação às alegações de Textor nos EUA se encerrou em 6 de agosto. Ciente do processo desde o início de junho, a empresa optou por não contestar as alegações. Assim, os advogados de Textor protocolaram no dia 7 de agosto um pedido de “Order of Default” (ordem de revelia), que deve ser emitido nos próximos dias.
No Reino Unido, Textor solicitou uma medida cautelar para impedir que os administradores da Eagle Bidco vendam suas ações a terceiros. O empresário se mostra confiante de que a venda do ativo será barrada, já que o Tribunal britânico foi informado de que a Eagle Bidco não pretende contestar as alegações de propriedade.
No Brasil, os advogados de Textor apresentaram argumentos semelhantes para restabelecer sua propriedade da SAF Botafogo, embora fundamentados em legislações ligeiramente diferentes. Um pedido inicial de medida cautelar foi negado, pois o Tribunal não identificou urgência na venda das ações, concedendo um prazo de 15 dias para a manifestação da empresa.
Textor também questiona a defesa do Botafogo Social em nome da Eagle Bidco, que optou por não se manifestar. O empresário americano acredita que será apenas uma questão de tempo até que suas alegações de propriedade prevaleçam, possibilitando seu retorno como proprietário da SAF Botafogo.
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