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Policial

Juíza mantém prisão de Jair Bolsonaro após audiência de custódia

A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou, na tarde deste domingo (23), o mandado de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, concluindo que não houve abuso ou irregularidade na ação da Polícia Federal.

24/11/2025 · 08h51
Juíza mantém prisão de Jair Bolsonaro após audiência de custódia

A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou, na tarde deste domingo (23), o mandado de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, concluindo que não houve abuso ou irregularidade na ação da Polícia Federal.

No depoimento prestado na audiência de custódia, Bolsonaro admitiu ter mexido na tornozeleira eletrônica na madrugada de sexta (21) para sábado (22). Segundo declarou, ele teria sofrido um episódio de “paranoia” após a interação de dois medicamentos prescritos por médicos diferentes: o anticonvulsivante Pregabalina e o antidepressivo Sertralina.

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O ex-presidente afirmou não ter intenção de fuga nem ter rompido a cinta do equipamento. Disse ainda que, por volta da meia-noite, usou um ferro de solda na tornozeleira, mas interrompeu a ação “quando recuperou a clareza mental” e comunicou o fato aos agentes que o monitoram.

De acordo com o relato, ninguém presenciou a tentativa de violação. Na residência estavam a filha de Bolsonaro, seu irmão mais velho e um assessor, todos dormindo no momento do ocorrido.

Vigília e prazos no STF

Sobre a vigília convocada pelo filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente declarou que o ato ocorre a cerca de 700 metros de sua casa, sem chances de provocar tumulto que facilitasse eventual fuga.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu prazo até as 16h30 deste domingo para a defesa se manifestar sobre a tentativa de violação do monitoramento eletrônico. Na segunda-feira (24), a Primeira Turma da Corte, em sessão virtual extraordinária convocada pelo ministro Flávio Dino, apreciará a decisão de prisão preventiva.

Contexto da prisão

Bolsonaro foi preso preventivamente pela PF no sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga após a tentativa de danificar a tornozeleira e a mobilização da vigília. Na sexta (21), a defesa solicitou prisão domiciliar humanitária, pedido negado pelo STF.

Pena já definida

Condenado a 27 anos e três meses de reclusão por participação em trama golpista, Bolsonaro aguarda o julgamento dos últimos recursos. O prazo para apresentação das contestações termina neste domingo; se forem rejeitadas, as sentenças poderão começar a ser executadas nas próximas semanas.

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A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou, na tarde deste domingo (23), o mandado de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, concluindo que não houve abuso ou irregularidade na ação da Polícia Federal.

No depoimento prestado na audiência de custódia, Bolsonaro admitiu ter mexido na tornozeleira eletrônica na madrugada de sexta (21) para sábado (22). Segundo declarou, ele teria sofrido um episódio de “paranoia” após a interação de dois medicamentos prescritos por médicos diferentes: o anticonvulsivante Pregabalina e o antidepressivo Sertralina.

O ex-presidente afirmou não ter intenção de fuga nem ter rompido a cinta do equipamento. Disse ainda que, por volta da meia-noite, usou um ferro de solda na tornozeleira, mas interrompeu a ação “quando recuperou a clareza mental” e comunicou o fato aos agentes que o monitoram.

De acordo com o relato, ninguém presenciou a tentativa de violação. Na residência estavam a filha de Bolsonaro, seu irmão mais velho e um assessor, todos dormindo no momento do ocorrido.

Vigília e prazos no STF

Sobre a vigília convocada pelo filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente declarou que o ato ocorre a cerca de 700 metros de sua casa, sem chances de provocar tumulto que facilitasse eventual fuga.

O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu prazo até as 16h30 deste domingo para a defesa se manifestar sobre a tentativa de violação do monitoramento eletrônico. Na segunda-feira (24), a Primeira Turma da Corte, em sessão virtual extraordinária convocada pelo ministro Flávio Dino, apreciará a decisão de prisão preventiva.

Contexto da prisão

Bolsonaro foi preso preventivamente pela PF no sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga após a tentativa de danificar a tornozeleira e a mobilização da vigília. Na sexta (21), a defesa solicitou prisão domiciliar humanitária, pedido negado pelo STF.

Pena já definida

Condenado a 27 anos e três meses de reclusão por participação em trama golpista, Bolsonaro aguarda o julgamento dos últimos recursos. O prazo para apresentação das contestações termina neste domingo; se forem rejeitadas, as sentenças poderão começar a ser executadas nas próximas semanas.

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