O TRT-2 concedeu liminar na noite de 3 de agosto que fixa contingente mínimo de 80% nos picos (4h-10h e 16h-21h) e 60% nos demais horários. A greve começou às 0h de 4 de agosto.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região concedeu, na noite de segunda-feira (3 de agosto de 2026), uma liminar que fixa o contingente mínimo de trabalhadores durante a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo.
Os ferroviários devem manter 80% do efetivo nos horários de pico, que vão das 4h às 10h e das 16h às 21h. Nos demais períodos, o percentual mínimo exigido será de 60%. A paralisação teve início à 0h desta terça-feira (4 de agosto).
Caso a greve persista, a CPTM e o sindicato deverão apresentar até as 12h desta terça-feira (4 de agosto) uma petição conjunta detalhando as providências adotadas para atender às necessidades da população. O descumprimento da ordem pode acarretar em multa diária de R$ 1 milhão para a entidade sindical e de R$ 2 milhões para a CPTM, com os valores a serem destinados a uma instituição a ser definida posteriormente.
Para garantir o cumprimento da liminar, o tribunal determinou a presença de um oficial de Justiça nos Centros de Controle Operacional da CPTM, localizados no Brás. Essa decisão foi tomada durante uma audiência de instrução e conciliação de dissídio coletivo, presidida pelo desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto.
A CPTM reassumiu temporariamente as linhas por um período de 90 dias após enfrentarem falhas graves e um incêndio em um vagão durante os primeiros dias da gestão da concessionária Trivia Trens. O sindicato alega que há risco de demissão de cerca de 500 trabalhadores.
As linhas 11, 12 e 13 são responsáveis pelo atendimento principalmente à Zona Leste de São Paulo e a municípios da Região Metropolitana. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que o governo de São Paulo não apresentou uma garantia formal de manutenção dos empregos após a concessão das linhas ferroviárias.
De acordo com a entidade, não houve progresso nas negociações, mesmo após uma reunião realizada na segunda-feira (3 de agosto) entre representantes do sindicato e do governo estadual. A categoria informou que a greve foi adotada como “última medida” para defender os postos de trabalho, mantendo-se aberta ao diálogo.
A CPTM e o governo paulista afirmam que reiteraram o compromisso com a preservação dos empregos e com a análise de propostas de interesse dos trabalhadores. Entre as propostas estão a absorção dos funcionários por outros órgãos estaduais, a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão da categoria no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual.
A paralisação foi aprovada por tempo indeterminado em assembleia realizada na segunda-feira (3 de agosto). As principais reivindicações incluem a gestão pública permanente dos ramais e o apoio ao Projeto de Lei 730 de 2025, que trata da absorção dos trabalhadores por órgãos do Estado.
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