A Justiça de SP aceitou denúncia do MP e incluiu a advogada Deolane Bezerra e o líder do PCC Marcola no banco dos réus. Os cinco acusados respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e transformou Deolane Bezerra em ré no processo que investiga sua suposta atuação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além de Deolane, também foram incluídos como réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
A decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, responsável pela 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Deolane permanece custodiada na unidade prisional de Tupi Paulista.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, revelou que pessoas próximas aos líderes da facção criminosa eram responsáveis por executar ordens relacionadas à movimentação de recursos de uma empresa de transportes. Segundo a acusação, esses valores foram direcionados a contas de Deolane, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, esta última sobrinha de Marcola.
Relatórios de inteligência financeira e análises de quebras de sigilo bancário e fiscal indicaram a existência de mecanismos de ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos, que teriam sido reinseridos no sistema econômico com aparência de legalidade.
O Ministério Público formalizou a denúncia contra os seguintes réus: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Deolane Bezerra Santos, Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Marco Willian Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho.
O promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco, é um dos principais nomes na investigação da atuação do PCC no país e é reconhecido internacionalmente no tema.
A defesa de Deolane havia solicitado a transferência para uma Sala de Estado-Maior, uma acomodação especial para advogados presos antes da condenação, ou a substituição da prisão preventiva por domiciliar. Contudo, a Justiça negou o pedido, considerando que a condição de mãe de uma criança menor de 12 anos não é suficiente para justificar a concessão de prisão domiciliar.
A decisão que manteve Deolane na prisão foi proferida em 9 de junho e se insere no contexto da Operação Vérnix. A investigação continua e novas informações podem surgir à medida que o processo avança.


















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