Axel Kicillof criticou as declarações de Javier Milei no Brasil e disse ter assistido 'com vergonha alheia' às ofensas contra Lula e o governo brasileiro. Ele pediu respeito e mais integração regional.
O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou as declarações do presidente argentino Javier Milei, que ocorreram durante um evento no Brasil. Kicillof expressou sua indignação em uma publicação nas redes sociais, afirmando que assistiu “com vergonha alheia” às ofensas dirigidas por Milei ao governo brasileiro, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao país em geral.
Na postagem, Kicillof destacou que, da perspectiva da província de Buenos Aires, a Argentina deve respeitar as nações irmãs e trabalhar pela integração regional. A crítica foi acompanhada de uma foto com o presidente Lula, simbolizando a defesa da relação entre os dois países.
Além disso, Kicillof informou que se comunicou com o chanceler brasileiro Mauro Vieira para transmitir que as falas de Milei não refletem o sentimento do povo argentino. Ele enfatizou que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina e que as declarações de Milei colocam em risco investimentos, exportações e milhares de empregos, tudo isso em apoio a um candidato a pedido do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Javier Milei, que participou de uma convenção do Partido Liberal (PL) no Brasil, fez comentários controversos durante seu discurso, referindo-se a Lula como “presidiário” e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, de maneira pejorativa. Essas declarações provocaram reações imediatas, levando o Itamaraty a convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas.
A convocação de um embaixador para consultas é considerada uma ação diplomática de protesto contra as ações de outro estado. Bitelli deve chegar a Brasília na segunda-feira (27) para uma reunião com o chanceler Mauro Vieira. As falas de Milei também foram criticadas pelo ex-presidente argentino Alberto Fernández, que afirmou que insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial é inaceitável.
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