Em carta ao presidente americano, Eduardo Bolsonaro classificou Moraes como violador de direitos humanos. Ele também rejeitou o processo que enfrenta no STF, chamando-o de nulo.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez um pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), para que retome as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A solicitação foi feita nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026.
Eduardo Bolsonaro classificou Moraes como um violador de direitos humanos e afirmou que não reconhece o processo judicial que enfrenta na Corte. “Moraes não pode continuar jogando esse jogo, fazendo a chacota em rede nacional de que ele é vítima e julgador ao mesmo tempo. É óbvio que esse processo todo é nulo”, declarou em uma publicação nas redes sociais.
O ex-congressista argumentou que o julgamento que enfrenta reforça sua posição de perseguido e que é necessária uma reação do governo dos EUA. “Vem um ponto político para além do jurídico, que é a consideração do governo Trump com uma organização criminosa (o STF). Não posso ser punido por me relacionar com as autoridades americanas e essas autoridades assinarem uma sanção justa e devida contra Alexandre Moraes”, completou.
Moraes foi o relator da ação que resultou na condenação de Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sentença foi divulgada na terça-feira, 16 de junho de 2026.
Em julho de 2025, o ministro do STF havia sofrido punições financeiras e restrições de entrada nos EUA, com base na Lei Magnitsky, após o governo norte-americano avaliar que Moraes utilizou seu cargo para autorizar detenções arbitrárias e para suprimir a liberdade de expressão. Essa medida foi revogada em dezembro do mesmo ano.
Eduardo Bolsonaro foi julgado por atuar nos Estados Unidos, em conjunto com autoridades norte-americanas, visando pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado em setembro de 2025 e está atualmente em prisão domiciliar.
A pena imposta a Eduardo inclui, além da reclusão em regime inicial semiaberto, o pagamento de 50 dias-multa, cada um no valor de 2 salários mínimos, totalizando R$ 162,1 mil. Desde fevereiro de 2025, o ex-deputado reside nos Estados Unidos, tendo se licenciado do mandato na Câmara em março do mesmo ano para fazer oposição ao que considera uma “perseguição política” contra sua família. Seu mandato foi cassado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o apoio da Mesa Diretora da Casa, em 15 de dezembro de 2025, devido ao excesso de faltas.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

