A Prefeitura de Aracaju sancionou a Lei Municipal nº 6.221/2025, que impõe a identificação de vendedores e compradores de sucata e obriga a comprovação da procedência de todo material metálico negociado na capital sergipana.
Medida visa conter furtos de cabos e fios
A nova regra deriva do Projeto de Lei nº 21/2025, apresentado pelo vereador Sgt. Byron Estrelas do Mar, e responde ao aumento de furtos de cabos elétricos, fios de telefonia e outros itens metálicos em Aracaju. O prejuízo atinge residências, comércios e repartições públicas, comprometendo serviços essenciais em hospitais, escolas e semáforos.
Exigências para o setor de sucata
Os estabelecimentos que compram ou vendem metais usados devem:
- cadastrar todos os vendedores e compradores, pessoas físicas ou jurídicas;
- registrar a origem dos materiais adquiridos;
- emitir nota fiscal em cada transação.
A obrigação vale para fios, arames, portões, tubos, tampos, cobre, alumínio, zinco, aço, fibra ótica e materiais de concessionárias de energia e telecomunicações.
Fiscalização e penalidades
A fiscalização ficará a cargo de órgãos municipais. O descumprimento gera:
- Advertência na primeira infração;
- Multa de R$ 10 mil na primeira reincidência;
- Suspensão das atividades por 60 dias na segunda reincidência;
- Cancelamento definitivo do alvará na terceira reincidência.
O valor das multas pode triplicar a cada nova infração e chegar a R$ 10 milhões. Todo o montante arrecadado será destinado a entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, desde que cadastradas na Prefeitura.
Livro de registros obrigatório
Cada ferro-velho deverá manter um livro com detalhes de todas as operações envolvendo cabos, fios, baterias, transformadores e placas metálicas, oferecendo rastreabilidade às autoridades.
Autor do projeto destaca impacto
Para o vereador Sgt. Byron Estrelas do Mar, o cadastro torna mais difícil a revenda de itens furtados e fortalece a proteção ao patrimônio público e privado.
Em vigor desde 28 de outubro de 2025, a Lei nº 6.221/2025 não exclui outras punições civis, penais ou tributárias já previstas na legislação.
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