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Política

Lula avalia ligar para Trump para tentar reduzir tensão Brasil-EUA

Lula está avaliando ligar para Trump para discutir tensões entre Brasil e EUA.

06/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h12
Lula avalia ligar para Trump para tentar reduzir tensão Brasil-EUA

Presidência estuda telefonema nos próximos dias após conversas com Putin e Xi. Especialistas dizem que a chamada não resolve problemas estruturais, mas pode frear a escalada e reabrir canal diplomático.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando realizar uma ligação para Donald Trump nos próximos dias, conforme apurações de analistas de política. A iniciativa ocorre após conversas recentes com líderes globais, como Vladimir Putin e Xi Jinping, e segue a mesma lógica de diálogo.

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A analista de Internacional, Fernanda Magnotta, comentou que a ligação “viria a calhar” do ponto de vista da política externa brasileira. Ela ressaltou que, embora um telefonema não resolva os problemas estruturais entre Brasil e Estados Unidos, poderia ajudar a interromper uma escalada de tensões e reabrir um canal de diálogo e negociação.

“Claro que um telefonema não resolve os problemas estruturais que hoje se colocam diante de Brasil e Estados Unidos, mas poderia contribuir para interromper uma lógica de escalada e, pelo menos, reabrir um canal político de diálogo e negociação”, destacou Magnotta.

Fontes indicaram que o objetivo principal da conversa seria tratar de conflitos globais. No entanto, seria possível que, aproveitando a oportunidade da ligação, também fossem discutidas as tensões nas relações bilaterais que se intensificaram nos últimos meses.

Magnotta enfatizou a importância do elemento simbólico em iniciativas diplomáticas desse tipo: “Às vezes, o simples fato de líderes voltarem a conversar já traduz para toda a cadeia que vem abaixo uma mensagem importante”.

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Além disso, a analista ponderou sobre o contexto eleitoral brasileiro, observando que o lema “Brasil soberano”, que teve boa repercussão durante o tarifaço de 2025, não tem gerado o mesmo impacto atualmente, indicando um desgaste dessa plataforma.

“Ao invés de surtir um ganho de imagem para o presidente brasileiro, isso possa ser colocado como se o Brasil estivesse em rota de colisão com vários parceiros estratégicos”, observou a analista.

Magnotta ainda destacou que, no entorno de Lula, há uma percepção de que os momentos de maior tensão diplomática podem não vir diretamente de Trump, mas de seu grupo ideológico. Ela citou Marco Rubio, secretário de Estado, como um dos que têm se posicionado de forma mais rígida em relação às esquerdas na América Latina.

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“Talvez Lula acredite que, falando diretamente com Trump, ele possa tirar do caminho aqueles que sejam mais imbuídos de tratar o Brasil com dureza, acreditando que a intervenção direta de Trump, dentro de uma lógica pragmática, pudesse gerar algum resultado”, afirmou.

Por fim, Magnotta ressaltou que existem múltiplas crises a serem equacionadas nas relações com os Estados Unidos, incluindo questões relacionadas ao tarifaço, à crise de vistos e ao impasse diplomático sobre o novo embaixador americano no Brasil.

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Presidência estuda telefonema nos próximos dias após conversas com Putin e Xi. Especialistas dizem que a chamada não resolve problemas estruturais, mas pode frear a escalada e reabrir canal diplomático.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está avaliando realizar uma ligação para Donald Trump nos próximos dias, conforme apurações de analistas de política. A iniciativa ocorre após conversas recentes com líderes globais, como Vladimir Putin e Xi Jinping, e segue a mesma lógica de diálogo.

A analista de Internacional, Fernanda Magnotta, comentou que a ligação “viria a calhar” do ponto de vista da política externa brasileira. Ela ressaltou que, embora um telefonema não resolva os problemas estruturais entre Brasil e Estados Unidos, poderia ajudar a interromper uma escalada de tensões e reabrir um canal de diálogo e negociação.

“Claro que um telefonema não resolve os problemas estruturais que hoje se colocam diante de Brasil e Estados Unidos, mas poderia contribuir para interromper uma lógica de escalada e, pelo menos, reabrir um canal político de diálogo e negociação”, destacou Magnotta.

Fontes indicaram que o objetivo principal da conversa seria tratar de conflitos globais. No entanto, seria possível que, aproveitando a oportunidade da ligação, também fossem discutidas as tensões nas relações bilaterais que se intensificaram nos últimos meses.

Magnotta enfatizou a importância do elemento simbólico em iniciativas diplomáticas desse tipo: “Às vezes, o simples fato de líderes voltarem a conversar já traduz para toda a cadeia que vem abaixo uma mensagem importante”.

Além disso, a analista ponderou sobre o contexto eleitoral brasileiro, observando que o lema “Brasil soberano”, que teve boa repercussão durante o tarifaço de 2025, não tem gerado o mesmo impacto atualmente, indicando um desgaste dessa plataforma.

“Ao invés de surtir um ganho de imagem para o presidente brasileiro, isso possa ser colocado como se o Brasil estivesse em rota de colisão com vários parceiros estratégicos”, observou a analista.

Magnotta ainda destacou que, no entorno de Lula, há uma percepção de que os momentos de maior tensão diplomática podem não vir diretamente de Trump, mas de seu grupo ideológico. Ela citou Marco Rubio, secretário de Estado, como um dos que têm se posicionado de forma mais rígida em relação às esquerdas na América Latina.

“Talvez Lula acredite que, falando diretamente com Trump, ele possa tirar do caminho aqueles que sejam mais imbuídos de tratar o Brasil com dureza, acreditando que a intervenção direta de Trump, dentro de uma lógica pragmática, pudesse gerar algum resultado”, afirmou.

Por fim, Magnotta ressaltou que existem múltiplas crises a serem equacionadas nas relações com os Estados Unidos, incluindo questões relacionadas ao tarifaço, à crise de vistos e ao impasse diplomático sobre o novo embaixador americano no Brasil.

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