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Aracaju, Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Política

Lula terá de negociar com o centrão frente a um Congresso mais à direita

Lula terá de negociar com o centrão diante de um Congresso mais alinhado à direita; PL será maior bancada com 121 deputados e 29 senadores.

27/10/2026 · 08h12
Lula terá de negociar com o centrão frente a um Congresso mais à direita

Lula assume em 5 de janeiro e terá de articular apoio enquanto deputados e senadores tomam posse em 1º de fevereiro. O PL terá a maior bancada: 121 deputados e 29 senadores, fortalecendo a direita.

Foi uma campanha inédita com uma virada inédita para um quarto mandato também inédito, assim como os desafios serão. O presidente reeleito Lula sobe a rampa do Palácio do Planalto no dia 5 de janeiro e, quase um mês depois, em 1º de fevereiro, são os deputados e os senadores que tomam posse. Lula vai encontrar um Congresso muito mais alinhado à direita.

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A maior bancada nas duas casas será do Partido Liberal (PL), partido do adversário dele, Flávio Bolsonaro. Serão 121 deputados e 29 senadores. Se levarmos em conta os outros partidos, como o Progressistas (PP) e Republicanos, a direita terá mais da metade das bancadas, tanto na Câmara quanto no Senado.

Para governar num cenário assim, avaliaram especialistas, será preciso habilidade de negociação, sobretudo com o centrão. Essa tendência a trocar apoios e espaços no governo aparece como a principal dificuldade apontada por analistas que seguem o desenrolar das negociações em Brasília.

“Ali, com certeza, ele vai ter que ter uma negociação para que esse centrão participe do governo de alguma forma. Então, tudo na vida será uma troca. Não que essa troca seja negativa ou positiva, mas vai ter que haver uma negociação, principalmente concedendo mais espaço para esse centrão. E é uma habilidade que o presidente Lula sempre teve. Agora, eu não sei, com a forma do próximo Congresso, se isso vai ser mais fácil ou mais difícil. Eu acredito que seja mais difícil.”

No discurso da vitória, ainda na noite do domingo em que o resultado foi confirmado, o presidente Lula comentou a expectativa sobre a relação com o novo Congresso e respondeu às críticas sobre a governabilidade num parlamento mais oposicionista.

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“Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”.

A especialista em direito constitucional Damares Medina concordou com a avaliação sobre a importância do Congresso para o presidencialismo brasileiro e ressaltou a necessidade de atenção constante do eleitorado ao trabalho dos representantes.

“Nós sabemos que, para o nosso presidencialismo, o Congresso Nacional é fundamental para que o próprio presidente possa governar, exercer seu mandato. Agora, eu sempre tenho chamado a atenção para essa postura do eleitor, que precisa ser permanente, de fiscalização permanente. Tudo que está na Esplanada dos Ministérios é nosso.”

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Ela também destacou uma lição da campanha: o papel das plataformas digitais e das novas tecnologias não se limita à mobilização eleitoral, mas deve incluir mecanismos de acompanhamento e fiscalização ao longo do mandato. Segundo a avaliação, esse acompanhamento contínuo é parte do exercício do direito do cidadão de ver o voto sendo cumprido no dia a dia pelos eleitos.

Esta notícia foi publicada em 26/10/2026.

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Lula assume em 5 de janeiro e terá de articular apoio enquanto deputados e senadores tomam posse em 1º de fevereiro. O PL terá a maior bancada: 121 deputados e 29 senadores, fortalecendo a direita.

Foi uma campanha inédita com uma virada inédita para um quarto mandato também inédito, assim como os desafios serão. O presidente reeleito Lula sobe a rampa do Palácio do Planalto no dia 5 de janeiro e, quase um mês depois, em 1º de fevereiro, são os deputados e os senadores que tomam posse. Lula vai encontrar um Congresso muito mais alinhado à direita.

A maior bancada nas duas casas será do Partido Liberal (PL), partido do adversário dele, Flávio Bolsonaro. Serão 121 deputados e 29 senadores. Se levarmos em conta os outros partidos, como o Progressistas (PP) e Republicanos, a direita terá mais da metade das bancadas, tanto na Câmara quanto no Senado.

Para governar num cenário assim, avaliaram especialistas, será preciso habilidade de negociação, sobretudo com o centrão. Essa tendência a trocar apoios e espaços no governo aparece como a principal dificuldade apontada por analistas que seguem o desenrolar das negociações em Brasília.

“Ali, com certeza, ele vai ter que ter uma negociação para que esse centrão participe do governo de alguma forma. Então, tudo na vida será uma troca. Não que essa troca seja negativa ou positiva, mas vai ter que haver uma negociação, principalmente concedendo mais espaço para esse centrão. E é uma habilidade que o presidente Lula sempre teve. Agora, eu não sei, com a forma do próximo Congresso, se isso vai ser mais fácil ou mais difícil. Eu acredito que seja mais difícil.”

No discurso da vitória, ainda na noite do domingo em que o resultado foi confirmado, o presidente Lula comentou a expectativa sobre a relação com o novo Congresso e respondeu às críticas sobre a governabilidade num parlamento mais oposicionista.

“Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”.

A especialista em direito constitucional Damares Medina concordou com a avaliação sobre a importância do Congresso para o presidencialismo brasileiro e ressaltou a necessidade de atenção constante do eleitorado ao trabalho dos representantes.

“Nós sabemos que, para o nosso presidencialismo, o Congresso Nacional é fundamental para que o próprio presidente possa governar, exercer seu mandato. Agora, eu sempre tenho chamado a atenção para essa postura do eleitor, que precisa ser permanente, de fiscalização permanente. Tudo que está na Esplanada dos Ministérios é nosso.”

Ela também destacou uma lição da campanha: o papel das plataformas digitais e das novas tecnologias não se limita à mobilização eleitoral, mas deve incluir mecanismos de acompanhamento e fiscalização ao longo do mandato. Segundo a avaliação, esse acompanhamento contínuo é parte do exercício do direito do cidadão de ver o voto sendo cumprido no dia a dia pelos eleitos.

Esta notícia foi publicada em 26/10/2026.

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