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Maioria dos brasileiros apoia fim da escala 6×1 se salário for mantido, aponta pesquisa

Levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 73% dos brasileiros defendem o fim da escala de trabalho 6x1, desde que a mudança não implique redução salarial. O estudo foi feito entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro nas 27 unidades da Federação, com 2.021 entrevistados a partir de 16 anos.

13/02/2026 · 07h27
Maioria dos brasileiros apoia fim da escala 6×1 se salário for mantido, aponta pesquisa

Levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 73% dos brasileiros defendem o fim da escala de trabalho 6×1, desde que a mudança não implique redução salarial. O estudo foi feito entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro nas 27 unidades da Federação, com 2.021 entrevistados a partir de 16 anos.

De forma geral, 84% dos participantes acreditam que o trabalhador deve ter, no mínimo, dois dias de descanso por semana. Quando questionados sobre a proposta em discussão no governo federal e no Congresso Nacional, 62% declararam estar cientes do debate; desse grupo, 12% afirmam conhecer o tema em profundidade, enquanto 50% dizem ter conhecimento parcial.

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Impacto da remuneração

Sem a garantia de manutenção do salário, o apoio à extinção da escala 6×1 cai para 28%. Outros 40% só concordam com a mudança se os vencimentos forem preservados, e 5% continuam favoráveis, mas ainda não possuem opinião definida sobre o impacto salarial.

Entre os 22% que se opõem inicialmente ao fim da jornada 6×1, metade manteria a posição mesmo com salário intacto, enquanto 10% aceitariam a alteração caso não houvesse corte de renda.

Recorte político

A proposta recebe maior respaldo de eleitores que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022: 71% são favoráveis, 15% contrários e 15% não opinaram. Entre os que escolheram Jair Bolsonaro, 53% aprovam o fim das 44 horas semanais, 32% rejeitam e 15% não se manifestaram.

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Tramitação da PEC 148/2015

A Proposta de Emenda à Constituição 148/2015, que trata da redução gradual da jornada, foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Para entrar em vigor, ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e outras duas na Câmara, exigindo ao menos 49 votos de senadores e 308 de deputados.

Pelo texto, o primeiro ano manteria as regras atuais; no segundo, o trabalhador passaria a ter dois dias de descanso. A carga máxima semanal cairia de 44 para 40 horas em 2027 e chegaria a 36 horas a partir de 2031. A definição sobre eventual proibição de corte salarial continua pendente de deliberação parlamentar.

Perspectivas

Questionados sobre a possibilidade de aprovação da matéria, 52% acreditam que o Congresso dará aval à mudança; 35% discordam e 13% não souberam responder. Apenas 12% disseram compreender bem o conteúdo da PEC.

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Levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 73% dos brasileiros defendem o fim da escala de trabalho 6×1, desde que a mudança não implique redução salarial. O estudo foi feito entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro nas 27 unidades da Federação, com 2.021 entrevistados a partir de 16 anos.

De forma geral, 84% dos participantes acreditam que o trabalhador deve ter, no mínimo, dois dias de descanso por semana. Quando questionados sobre a proposta em discussão no governo federal e no Congresso Nacional, 62% declararam estar cientes do debate; desse grupo, 12% afirmam conhecer o tema em profundidade, enquanto 50% dizem ter conhecimento parcial.

Impacto da remuneração

Sem a garantia de manutenção do salário, o apoio à extinção da escala 6×1 cai para 28%. Outros 40% só concordam com a mudança se os vencimentos forem preservados, e 5% continuam favoráveis, mas ainda não possuem opinião definida sobre o impacto salarial.

Entre os 22% que se opõem inicialmente ao fim da jornada 6×1, metade manteria a posição mesmo com salário intacto, enquanto 10% aceitariam a alteração caso não houvesse corte de renda.

Recorte político

A proposta recebe maior respaldo de eleitores que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022: 71% são favoráveis, 15% contrários e 15% não opinaram. Entre os que escolheram Jair Bolsonaro, 53% aprovam o fim das 44 horas semanais, 32% rejeitam e 15% não se manifestaram.

Tramitação da PEC 148/2015

A Proposta de Emenda à Constituição 148/2015, que trata da redução gradual da jornada, foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Para entrar em vigor, ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e outras duas na Câmara, exigindo ao menos 49 votos de senadores e 308 de deputados.

Pelo texto, o primeiro ano manteria as regras atuais; no segundo, o trabalhador passaria a ter dois dias de descanso. A carga máxima semanal cairia de 44 para 40 horas em 2027 e chegaria a 36 horas a partir de 2031. A definição sobre eventual proibição de corte salarial continua pendente de deliberação parlamentar.

Perspectivas

Questionados sobre a possibilidade de aprovação da matéria, 52% acreditam que o Congresso dará aval à mudança; 35% discordam e 13% não souberam responder. Apenas 12% disseram compreender bem o conteúdo da PEC.

 

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