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Educação

Especialistas destacam importância de reduzir telas e incentivar brincadeiras para uma infância saudável

Médicos, psicólogos e educadores defendem que o tempo frente aos dispositivos eletrônicos seja substituído por atividades lúdicas, contato com a natureza e leitura para garantir o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes. As recomendações ganham relevo neste mês em que se celebra o Dia das Crianças. Orientações no consultório Com 29 anos de experiência, a […]

12/10/2025 · 13h30
Especialistas destacam importância de reduzir telas e incentivar brincadeiras para uma infância saudável

Médicos, psicólogos e educadores defendem que o tempo frente aos dispositivos eletrônicos seja substituído por atividades lúdicas, contato com a natureza e leitura para garantir o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes. As recomendações ganham relevo neste mês em que se celebra o Dia das Crianças.

Orientações no consultório

Com 29 anos de experiência, a pediatra Renata Aniceto, integrante do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), passou a receitar, além de alimentação equilibrada e vacinação, momentos de convivência entre pais e filhos. “Peço que, no fim de semana, haja pelo menos duas horas de brincadeiras no parque, jogos de tabuleiro ou experiências na cozinha”, explica. Segundo a médica, a rotina dominada por celulares e tablets provocou “desconexão humana” e aumento de quadros de ansiedade e depressão no consultório.

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Limites para o uso de telas

A SBP atualizou em 2023 o tempo máximo recomendado de exposição a telas por faixa etária:

  • 0 a 2 anos: nenhuma exposição, nem passiva;
  • 2 a 5 anos: até 1 hora diária, com supervisão;
  • 6 a 10 anos: 1 a 2 horas por dia, sempre com acompanhamento;
  • 11 a 18 anos: 2 a 3 horas diárias, sem virar a noite.

Renata alerta que o excesso de telas compromete áreas do cérebro relacionadas a foco, memória e resolução de problemas, além de favorecer o sedentarismo e a obesidade.

Brincadeiras presenciais

Para a professora Angela Uchoa Branco, do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da Universidade de Brasília (UnB), atividades face a face são essenciais. Ela sugere jogos de tabuleiro, contação de histórias dialogadas e leituras antes de dormir. “Sempre que possível, leve a criança para brincar ao ar livre”, recomenda.

Leitura como alternativa

A diretora executiva da ONG Vaga Lume, Lia Jamra, que atua há 25 anos na Amazônia Legal, ressalta o valor da leitura no desenvolvimento socioemocional. “Pais e cuidadores precisam tomar a iniciativa de ler para a criança. A leitura amplia repertório e visão de mundo”, afirma.

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Sono e saúde

Segundo Renata Aniceto, o uso de telas à noite reduz a produção de melatonina, dificultando o início e a manutenção do sono. “Durante o descanso noturno ocorrem fixação de aprendizados e liberação de hormônio de crescimento”, lembra a pediatra.

Diálogo e autoestima

Angela Uchoa defende diálogos respeitosos para estabelecer limites sem punições físicas. “Respeito gera respeito; elogiar competências fortalece a autoestima e o desenvolvimento”, resume.

Alimentação desde cedo

A professora Diana Barbosa Cunha, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), destaca que a introdução alimentar começa aos 6 meses e deve estar concluída aos 2 anos. Ela recomenda basear o cardápio em alimentos minimamente processados e envolver a criança na escolha e preparo dos alimentos para estimular autonomia e bons hábitos.

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As orientações convergem para um objetivo comum: promover equilíbrio entre tecnologia e experiências que estimulem corpo, mente e relações sociais das novas gerações.

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Médicos, psicólogos e educadores defendem que o tempo frente aos dispositivos eletrônicos seja substituído por atividades lúdicas, contato com a natureza e leitura para garantir o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes. As recomendações ganham relevo neste mês em que se celebra o Dia das Crianças.

Orientações no consultório

Com 29 anos de experiência, a pediatra Renata Aniceto, integrante do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), passou a receitar, além de alimentação equilibrada e vacinação, momentos de convivência entre pais e filhos. “Peço que, no fim de semana, haja pelo menos duas horas de brincadeiras no parque, jogos de tabuleiro ou experiências na cozinha”, explica. Segundo a médica, a rotina dominada por celulares e tablets provocou “desconexão humana” e aumento de quadros de ansiedade e depressão no consultório.

Limites para o uso de telas

A SBP atualizou em 2023 o tempo máximo recomendado de exposição a telas por faixa etária:

  • 0 a 2 anos: nenhuma exposição, nem passiva;
  • 2 a 5 anos: até 1 hora diária, com supervisão;
  • 6 a 10 anos: 1 a 2 horas por dia, sempre com acompanhamento;
  • 11 a 18 anos: 2 a 3 horas diárias, sem virar a noite.

Renata alerta que o excesso de telas compromete áreas do cérebro relacionadas a foco, memória e resolução de problemas, além de favorecer o sedentarismo e a obesidade.

Brincadeiras presenciais

Para a professora Angela Uchoa Branco, do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da Universidade de Brasília (UnB), atividades face a face são essenciais. Ela sugere jogos de tabuleiro, contação de histórias dialogadas e leituras antes de dormir. “Sempre que possível, leve a criança para brincar ao ar livre”, recomenda.

Leitura como alternativa

A diretora executiva da ONG Vaga Lume, Lia Jamra, que atua há 25 anos na Amazônia Legal, ressalta o valor da leitura no desenvolvimento socioemocional. “Pais e cuidadores precisam tomar a iniciativa de ler para a criança. A leitura amplia repertório e visão de mundo”, afirma.

Sono e saúde

Segundo Renata Aniceto, o uso de telas à noite reduz a produção de melatonina, dificultando o início e a manutenção do sono. “Durante o descanso noturno ocorrem fixação de aprendizados e liberação de hormônio de crescimento”, lembra a pediatra.

Diálogo e autoestima

Angela Uchoa defende diálogos respeitosos para estabelecer limites sem punições físicas. “Respeito gera respeito; elogiar competências fortalece a autoestima e o desenvolvimento”, resume.

Alimentação desde cedo

A professora Diana Barbosa Cunha, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), destaca que a introdução alimentar começa aos 6 meses e deve estar concluída aos 2 anos. Ela recomenda basear o cardápio em alimentos minimamente processados e envolver a criança na escolha e preparo dos alimentos para estimular autonomia e bons hábitos.

As orientações convergem para um objetivo comum: promover equilíbrio entre tecnologia e experiências que estimulem corpo, mente e relações sociais das novas gerações.

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