O cantor MC Poze do Rodo deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, no início da tarde de quinta-feira, 14 de maio. Ele estava detido no Presídio Joaquim Ferreira, anexo de Bangu 8, e foi liberado após decisão da Justiça Federal relacionada à investigação conhecida como “Operação Narco Fluxo”.
A operação apura um esquema de lavagem de dinheiro estimado em valores bilionários, envolvendo jogos de apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional. A saída de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva ocorreu depois que a defesa solicitou a extensão de um habeas corpus que havia beneficiado o empresário Henrique Viana, o “Rato”, ligado à Love Funk.
Como ocorreu a soltura
A decisão que revogou a prisão preventiva foi assinada na quarta-feira, 13 de maio, pela desembargadora Louise Vilela Leite Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). No despacho, a magistrada argumentou que as investigações vinham sofrendo demora excessiva e que não havia, até aquele momento, denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). A desembargadora ressaltou ainda que manter um suspeito preso apenas para facilitar a coleta de provas é medida inconstitucional.
A saída do preso contou com forte escolta policial. Do lado de fora do presídio, familiares, amigos e fãs aguardavam a sua liberação.
Medidas cautelares impostas
Apesar de ter retornado à residência, MC Poze do Rodo deverá cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pelo Judiciário para permanecer em liberdade. Entre as condições estabelecidas estão:

- Retenção do passaporte — proibido de deixar o país sem autorização prévia;
- Limitação de viagens — não pode ausentar-se da cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial;
- Apresentação mensal — obrigação de comparecer periodicamente em juízo;
- Compromisso legal — presença exigida em todos os atos processuais;
- Atualização de dados — comunicar imediatamente qualquer mudança de endereço.
Com a revogação da prisão preventiva, o artista responde ao processo em liberdade, desde que observe as restrições impostas pelo tribunal.
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