O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 17 de junho o prazo para que redes de ensino interessadas utilizem a Prova Nacional Docente (PND) como critério de seleção de professores da educação básica. O prazo anterior venceu em 31 de maio.
A formalização da adesão deve ser feita exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec). Para acessar o sistema, os gestores precisam efetuar login com a senha da plataforma Gov.br cadastrada pelos secretários de Educação ou pelos dirigentes estaduais ou municipais.
A PND foi criada para apoiar as redes públicas na contratação de docentes e contribuir para a qualificação do ingresso na carreira do magistério em todo o país.
Adesão permanente
As redes municipais, estaduais e do Distrito Federal que já aderiram à PND em 2025 devem manifestar novamente o interesse em utilizar a nota do exame, por meio do Simec, obedecendo ao novo prazo. No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados formalizaram adesão à PND.
Em abril, o MEC informou que, a partir de 2026, a adesão das unidades federativas ao exame passa a ser por prazo indeterminado. O ministério também esclareceu que a adesão pode ser cancelada a pedido do gestor local de educação, mediante solicitação pelo mesmo sistema.
Para orientar os responsáveis pelas secretarias, o MEC disponibilizou um passo a passo que abrange desde o acesso ao Simec até o preenchimento do termo de adesão.
Cronograma
Após o término do período de adesão, em 17 de junho, o Ministério da Educação divulgará a lista dos estados e municípios que aderiram à PND 2026 e daqueles que renovaram o uso da nota. A divulgação deve ocorrer no Diário Oficial da União e na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ainda em junho, antes da abertura das inscrições.
As inscrições para a edição anual da PND terão início em 22 de junho. A aplicação da prova está prevista para 20 de setembro, com divulgação dos resultados finais em 15 de dezembro.
A prova
A PND é a mesma avaliação teórica aplicada pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) às licenciaturas e é aplicada de forma descentralizada nas 27 unidades da Federação. Também chamada de “Enem dos Professores”, a avaliação é organizada em dois blocos.
O primeiro bloco reúne 30 questões objetivas e uma questão discursiva, com foco em competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e internacional, comunicação escrita e raciocínio lógico. O segundo bloco contém 50 questões objetivas voltadas a aprendizagens específicas, em uma das 21 áreas de conhecimento escolhida pelo candidato.
A PND pode substituir as provas objetiva e/ou discursiva em processos seletivos realizados pelas redes de ensino, mas não configura concurso público nem gera um banco público de candidatos. As redes só têm acesso às notas quando informam o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do candidato. Os resultados da prova têm validade de três anos.
A avaliação integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil, que busca fortalecer a formação docente, incentivar a entrada de profissionais no ensino público e valorizar o magistério.
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