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Economia

Medidas do governo e da Petrobras ajudaram a conter alta nas passagens aéreas

Governo e Petrobras contribuem para reduzir impacto do reajuste do combustível O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas,...

10/04/2026 · 14h55 · Atualizado às 19h18
Medidas do governo e da Petrobras ajudaram a conter alta nas passagens aéreas

Governo e Petrobras contribuem para reduzir impacto do reajuste do combustível

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas, afirmou nesta sexta-feira (10), no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, apresentado por José Luiz Datena, que iniciativas do governo federal e da Petrobras têm atuado para conter a elevação dos preços das passagens aéreas.

Segundo Chagas, as medidas adotadas serviram para moderar o repasse do aumento do querosene de aviação (QAV) às tarifas, mas não para eliminá-lo. A Petrobras anunciou em 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do QAV, combustível que abastece aeronaves e representa um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento foi associado à alta do preço do barril de petróleo em razão do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

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O dirigente da ANAC explicou que um reajuste de 55% no querosene tende a provocar uma elevação das passagens na ordem de 20% a 30%, porque o combustível responde por cerca de 40% do custo das tarifas. No entanto, com as providências tomadas pelo Executivo e pela própria Petrobras, Chagas estimou que o impacto real nas tarifas deve ficar entre 10% e 12%.

Entre as ações citadas pelo presidente da ANAC está a decisão da Petrobras de escalonar o aumento do QAV: a estatal aplicou inicialmente somente 18% do reajuste e parcelou o restante ao longo dos próximos seis meses, em vez de repassar os 55% de uma só vez.

Além disso, o governo federal zerou os tributos PIS e Cofins incidentes sobre o combustível e liberou uma linha de crédito destinada às empresas aéreas. Essas medidas têm como objetivo aliviar o fluxo de caixa das companhias para reduzir a pressão por aumentos imediatos nas tarifas.

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Chagas também ressaltou que a adesão das empresas às medidas é esperada em curto prazo, pois é do interesse das próprias companhias evitar perda de demanda. Caso as tarifas subam demais, passageiros podem desistir de voar, reduzindo a ocupação de aeronaves e podendo levar a cancelamentos de rotas que deixem de ser rentáveis, explicou o presidente da ANAC.

As autoridades acompanham agora a reação do setor aéreo às medidas e a evolução dos preços do combustível nas próximas semanas.

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Com informações de Agência Brasil

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Governo e Petrobras contribuem para reduzir impacto do reajuste do combustível

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas, afirmou nesta sexta-feira (10), no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, apresentado por José Luiz Datena, que iniciativas do governo federal e da Petrobras têm atuado para conter a elevação dos preços das passagens aéreas.

Segundo Chagas, as medidas adotadas serviram para moderar o repasse do aumento do querosene de aviação (QAV) às tarifas, mas não para eliminá-lo. A Petrobras anunciou em 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do QAV, combustível que abastece aeronaves e representa um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento foi associado à alta do preço do barril de petróleo em razão do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O dirigente da ANAC explicou que um reajuste de 55% no querosene tende a provocar uma elevação das passagens na ordem de 20% a 30%, porque o combustível responde por cerca de 40% do custo das tarifas. No entanto, com as providências tomadas pelo Executivo e pela própria Petrobras, Chagas estimou que o impacto real nas tarifas deve ficar entre 10% e 12%.

Entre as ações citadas pelo presidente da ANAC está a decisão da Petrobras de escalonar o aumento do QAV: a estatal aplicou inicialmente somente 18% do reajuste e parcelou o restante ao longo dos próximos seis meses, em vez de repassar os 55% de uma só vez.

Além disso, o governo federal zerou os tributos PIS e Cofins incidentes sobre o combustível e liberou uma linha de crédito destinada às empresas aéreas. Essas medidas têm como objetivo aliviar o fluxo de caixa das companhias para reduzir a pressão por aumentos imediatos nas tarifas.

mcm 2030

Chagas também ressaltou que a adesão das empresas às medidas é esperada em curto prazo, pois é do interesse das próprias companhias evitar perda de demanda. Caso as tarifas subam demais, passageiros podem desistir de voar, reduzindo a ocupação de aeronaves e podendo levar a cancelamentos de rotas que deixem de ser rentáveis, explicou o presidente da ANAC.

As autoridades acompanham agora a reação do setor aéreo às medidas e a evolução dos preços do combustível nas próximas semanas.

Com informações de Agência Brasil

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