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Economia

Mercado de trabalho aquecido pressiona inflação de serviços, diz BC

Estudo do Banco Central aponta que inflação de serviços está acima da meta devido ao mercado de trabalho aquecido.

22/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h06
Mercado de trabalho aquecido pressiona inflação de serviços, diz BC

Estudo do Banco Central diz que desemprego baixo, inércia e desancoragem de expectativas elevaram a inflação do núcleo Ex3 Serviços. Autor alerta que está acima do patamar compatível com a meta.

Um estudo divulgado pelo Banco Central, na terça-feira (21), revela que a combinação de desemprego baixo, inércia inflacionária e desancoragem das expectativas contribui para o desvio da inflação de serviços subjacentes em relação à meta estabelecida pela autoridade monetária.

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O assessor do departamento econômico do BC, Thiago Trafane Oliveira Santos, autor do estudo, afirma:

“Os resultados sugerem que a inflação do núcleo Ex3 Serviços encontra-se acima do nível compatível com a meta de inflação, em linha com seus fundamentos: um mercado de trabalho aquecido e níveis de inflação passada e esperada acima da meta de 3%.”

A inflação de serviços subjacentes é um indicador fundamental para o Banco Central, pois é sensível à atividade econômica e ao mercado de trabalho, influenciando diretamente a política monetária. O estudo utilizou dados mensais de dezembro de 2001 a maio de 2026 para analisar o impacto do mercado de trabalho, expectativas e inércia inflacionária sobre o núcleo Ex3 Serviços do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

As estimativas já consideram a exclusão dos efeitos da pandemia de covid-19, que poderiam gerar distorções nos dados. Segundo Trafane, a inflação subjacente de serviços começou a aumentar a partir de meados de 2024 e estabilizou-se em cerca de 6% ao ano desde o ano passado, o que é 2 pontos percentuais acima da chamada meta ajustada do grupo, fixada em 4%. O núcleo Ex3 Serviços costuma apresentar uma taxa 1 ponto acima da meta de inflação.

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Além disso, o pesquisador aponta que a alta da taxa de inflação está associada, em parte, à redução da taxa de desemprego, que não provoca aceleração ou retração da inflação, conceito conhecido como Nairu, na sigla em inglês. Este “desemprego de equilíbrio” teve um histórico de 9% a 10% até meados de 2007, subiu para 11% até o final de 2015 e, em maio de 2026, caiu para 7,2%, o menor nível já registrado.

Trafane destaca que

“O hiato do desemprego é estimado em -1,8 ponto, sendo possível descartar um hiato neutro ou positivo ao nível de 90% ou mesmo de 95%, uma vez que o intervalo de confiança de 95% – entre 5,41% e 9,09% – se encontra integralmente acima da taxa de desemprego observada no mês (5,38%).”

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Esses dados reforçam a relação entre a dinâmica do mercado de trabalho e a inflação, refletindo os desafios que o Banco Central enfrenta na condução da política monetária em um cenário de inflação elevada.

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Estudo do Banco Central diz que desemprego baixo, inércia e desancoragem de expectativas elevaram a inflação do núcleo Ex3 Serviços. Autor alerta que está acima do patamar compatível com a meta.

Um estudo divulgado pelo Banco Central, na terça-feira (21), revela que a combinação de desemprego baixo, inércia inflacionária e desancoragem das expectativas contribui para o desvio da inflação de serviços subjacentes em relação à meta estabelecida pela autoridade monetária.

O assessor do departamento econômico do BC, Thiago Trafane Oliveira Santos, autor do estudo, afirma:

“Os resultados sugerem que a inflação do núcleo Ex3 Serviços encontra-se acima do nível compatível com a meta de inflação, em linha com seus fundamentos: um mercado de trabalho aquecido e níveis de inflação passada e esperada acima da meta de 3%.”

A inflação de serviços subjacentes é um indicador fundamental para o Banco Central, pois é sensível à atividade econômica e ao mercado de trabalho, influenciando diretamente a política monetária. O estudo utilizou dados mensais de dezembro de 2001 a maio de 2026 para analisar o impacto do mercado de trabalho, expectativas e inércia inflacionária sobre o núcleo Ex3 Serviços do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

As estimativas já consideram a exclusão dos efeitos da pandemia de covid-19, que poderiam gerar distorções nos dados. Segundo Trafane, a inflação subjacente de serviços começou a aumentar a partir de meados de 2024 e estabilizou-se em cerca de 6% ao ano desde o ano passado, o que é 2 pontos percentuais acima da chamada meta ajustada do grupo, fixada em 4%. O núcleo Ex3 Serviços costuma apresentar uma taxa 1 ponto acima da meta de inflação.

Além disso, o pesquisador aponta que a alta da taxa de inflação está associada, em parte, à redução da taxa de desemprego, que não provoca aceleração ou retração da inflação, conceito conhecido como Nairu, na sigla em inglês. Este “desemprego de equilíbrio” teve um histórico de 9% a 10% até meados de 2007, subiu para 11% até o final de 2015 e, em maio de 2026, caiu para 7,2%, o menor nível já registrado.

Trafane destaca que

“O hiato do desemprego é estimado em -1,8 ponto, sendo possível descartar um hiato neutro ou positivo ao nível de 90% ou mesmo de 95%, uma vez que o intervalo de confiança de 95% – entre 5,41% e 9,09% – se encontra integralmente acima da taxa de desemprego observada no mês (5,38%).”

Esses dados reforçam a relação entre a dinâmica do mercado de trabalho e a inflação, refletindo os desafios que o Banco Central enfrenta na condução da política monetária em um cenário de inflação elevada.

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