Atualização de software bloqueou a câmera quando o LED indicador foi coberto, danificado ou desligado. Medida ocorre após adulterações que permitiam gravações sem aviso; menos de 0,1% das unidades foram afetadas.
Os óculos inteligentes da Meta podem perder o acesso à câmera quando o sistema detectar que a luz de LED — que sinaliza gravação — foi desativada, coberta ou danificada. A medida foi implementada depois que a empresa identificou casos de dispositivos com a luz indicadora adulterada para permitir gravações sem aviso visual às pessoas por perto.
Uma atualização de software fez com que milhares de unidades do modelo Meta AI deixassem de funcionar como câmeras. Mesmo assim, os aparelhos afetados correspondem a menos de 0,1% do total de unidades vendidas pela empresa.
Os óculos contam com um pequeno LED que acende durante a captura de fotos e vídeos, com a finalidade de deixar claro para terceiros que o aparelho está registrando imagens. O problema surgiu quando alguns usuários passaram a furar, remover ou cobrir essa luz indicadora, tornando possível filmar sem que quem estivesse próximo percebesse.
Uma atualização anterior já impedia a gravação quando o sistema identificava que o LED estava bloqueado, mas só fazia essa verificação no momento de início da gravação. Na prática, isso permitia que o usuário começasse a filmar normalmente e, depois de alguns segundos, cobrisse a luz, mantendo a gravação ativa.
Para eliminar essa brecha, a nova atualização passou a monitorar a condição do LED durante todo o uso da câmera e pode interromper a funcionalidade caso detecte interferência na luz indicadora. A severidade da medida varia conforme o tipo de alteração no LED: se o componente tiver sido removido ou furado, a câmera pode ficar permanentemente inutilizada; se o LED estiver apenas coberto por um adesivo, a câmera volta a funcionar depois da remoção do material.
Essas diferenças indicam que o sistema não só tenta impedir o uso da câmera sem sinalização, mas também identifica alterações físicas no hardware que comprometem o funcionamento do indicador luminoso.
A Meta reportou vendas da ordem de 7 milhões de óculos em 2025. Tomando a referência de 0,1% de aparelhos afetados, o número corresponde a aproximadamente 7 mil unidades.
A questão é sensível porque os óculos podem registrar imagens de forma discreta enquanto são usados no rosto, o que gerou críticas relativas à privacidade e ao risco de gravações sem consentimento. Em comunicado na rede Threads, Alex Himel, vice‑presidente de wearables da Meta, afirmou:
“minoria extrema”
Segundo o executivo, a empresa seguirá lançando atualizações para garantir que o LED de captura funcione de forma confiável, de modo que fotos e vídeos sempre acompanhem um sinal visual perceptível às pessoas próximas, reforçando a transparência no uso dos óculos.
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