Lançado na IFA 2026 em Berlim, o novo relógio mira o segmento 'ultra premium' e rivaliza com Apple e Samsung. Com sistema do Google, oferece Play Store, apps nativos, tela de 2.700 nits e GPS duplo.
A Motorola lançou um smartwatch “ultra premium” durante a IFA 2026, que acontece em Berlim. O Moto Watch Ultra entra no mesmo segmento de relógios como o Apple Watch Ultra e o Galaxy Watch Ultra 2, e traz como principal novidade a adoção do Wear OS by Google como sistema operacional.
Com o Wear OS, o relógio terá acesso à Play Store e permitirá instalar aplicativos diretamente no aparelho. O sistema também abre a possibilidade de usar serviços como Google Maps, YouTube Music, Google Messages, Google Wallet e Gemini, recursos que diferenciam o novo modelo dos Moto Watches mais recentes da marca, que utilizavam sistemas fechados sem essa liberdade para baixar novos apps.
O Ultra também consegue funcionar de forma mais independente do celular graças à conectividade 4G LTE com eSIM. Com um plano compatível da operadora, será possível fazer e receber chamadas, enviar mensagens e consultar notificações mesmo quando o smartphone não estiver por perto. Pagamentos por aproximação poderão ser feitos com Google Pay pela Google Wallet.
A Motorola adicionou ainda integração com o Motorola Qira, tornando o Watch Ultra o primeiro wearable da empresa compatível com a plataforma. A proposta é facilitar a comunicação do relógio com dispositivos compatíveis da Motorola e Lenovo.
Na parte física, o Moto Watch Ultra utiliza uma tela OLED circular de 1,5 polegada, capaz de alcançar até 2.700 nits de brilho, o que deve favorecer a visualização sob luz solar intensa. A estrutura mede 46 mm e é feita de aço inoxidável, enquanto a tela recebe proteção Corning Gorilla Glass 3. A empresa optou por pulseiras no padrão de 22 mm, facilitando a substituição por acessórios compatíveis.
Para água e poeira, o relógio conta com certificações IP68 e 5 ATM. Nos testes usados para a certificação IP68, o aparelho resiste à imersão em até 1,5 metro de água doce por no máximo 30 minutos. Já a classificação 5 ATM corresponde à pressão equivalente a até 50 metros de profundidade por dez minutos em condições controladas. A Motorola ressalta, contudo, que o relógio não é considerado à prova d’água e que a resistência pode diminuir ao longo do tempo.
A bateria promete até dois dias de uso ativo, estimativa obtida com o Always-On Display desligado e passível de variação conforme conectividade, configurações, temperatura e padrão de utilização.
No acompanhamento de exercícios e saúde, o Moto Watch Ultra foi desenvolvido em parceria com a Polar. A integração adiciona recursos para acompanhar atividade física, recuperação e sono, incluindo Serene (exercícios de respiração com biofeedback), Nightly Recharge (análise de recuperação do sistema nervoso autônomo) e Sleep Plus Stages (monitoramento das fases de sono e pontuação individual).
Outros recursos listados incluem Activity Goal, Activity Score, Active Intensity Zones, alerta de inatividade, Smart Calories, Energy Sources e o Running Coach, com planos de treinamento guiados pelo relógio. A Motorola informa que o aparelho também monitora sinais vitais, embora o material divulgado na IFA não detalhe todos os sensores presentes no modelo.
Para exercícios ao ar livre, o Moto Watch Ultra traz GPS de dupla frequência, tecnologia pensada para melhorar a precisão da localização em áreas com interferência de sinal. A combinação entre esse GPS, os recursos da Polar e a conectividade LTE deixa clara a intenção de transformar o Ultra em um relógio capaz de acompanhar treinos sem exigir o celular.
Atualmente, a Motorola mantém três smartwatches em seu catálogo brasileiro — Moto Watch, Moto Watch 120 e Moto Watch 40 — e nenhum deles utiliza Wear OS, o que torna o novo Moto Watch Ultra bastante distinto da estratégia recente da empresa no segmento.
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