Linha Muse Wonder e versão Full trazem memória entre conversas e mantêm objetivos diante de erros. Disponíveis via Meta Model API e Muse Code, serão integrados à plataforma Muse.
A Meta anunciou a série de modelos de inteligência artificial Muse Wonder, composta pelas versões Muse Wonder e Muse Wonder Full, desenvolvidas para executar tarefas complexas com maior autonomia. Os modelos trazem memória entre conversas e a capacidade de persistir em um objetivo mesmo diante de erros ou dificuldades, com aplicações que vão da organização de finanças pessoais à análise de contratos e ao desenvolvimento de software.
O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores e criadores por meio da Meta Model API e do Muse Code. O modelo também será integrado à plataforma Muse em breve, inicialmente para assinantes. Já o Muse Wonder Full está disponível exclusivamente para assinantes do Muse Code.
Desenvolvidos a partir do Muse Spark, os novos modelos têm duas funções principais. A primeira, chamada Active Memory, recupera informações relevantes de conversas anteriores para utilizá-las durante a execução de tarefas. A segunda, Active Focus, ajuda a IA a perseguir um objetivo, testar abordagens diferentes, corrigir erros e solicitar esclarecimentos quando necessário.
Antes de realizar ações importantes, o sistema pode solicitar a confirmação do usuário, reduzindo o risco de decisões automáticas sem supervisão humana. Essas funcionalidades foram pensadas para permitir que a ferramenta mantenha contexto em trabalhos contínuos e refaça tentativas quando encontrar impedimentos.
A série foi projetada para atuar em áreas especializadas, como direito, finanças e saúde. Entre as aplicações citadas estão a análise de contratos de aluguel, a orientação em processos de sinistros de seguros e a organização das finanças pessoais. Além disso, os modelos oferecem recursos avançados de programação para projetos que vão de jogos a aplicativos comerciais.
O lançamento ocorre cerca de 14 meses após a empresa iniciar uma reformulação de sua estratégia de inteligência artificial. Desde então, a Meta tem trabalhado na reconstrução de sua infraestrutura e no desenvolvimento de sistemas mais avançados, com foco na chamada superinteligência pessoal.
Como os agentes de IA podem acessar mensagens, calendários e documentos pessoais, a questão da segurança e da proteção de dados foi ressaltada pela empresa. A Meta afirma que treinou os modelos Muse Wonder para evitar o compartilhamento de dados privados sem autorização e para recusar pedidos que envolvam ações prejudiciais.
Os modelos também foram desenvolvidos para auxiliar na identificação de vulnerabilidades de software e no fortalecimento de sistemas contra ciberataques, de modo que desenvolvedores e equipes de segurança possam usar a tecnologia para encontrar falhas no próprio código. Segundo a Meta, o treinamento, as avaliações e o lançamento seguiram as diretrizes do Meta Superintelligence Scaling Framework.
A companhia informou que publicará um relatório com avaliações adicionais de segurança, contendo detalhes sobre os testes realizados antes da disponibilização dos modelos. As informações sobre disponibilidade e acesso permaneceram as já divulgadas para desenvolvedores, criadores e assinantes do Muse Code.
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