Os preços de PCs e notebooks, já pressionados pela inflação de componentes como memória RAM e SSD, devem enfrentar um novo fator de alta: a Microsoft aumentou as taxas de licenciamento do Windows cobradas dos fabricantes (OEMs), com reajustes que podem chegar a 10%.
Diferentemente dos reajustes anuais de um dígito aplicados em anos anteriores, as taxas subiram entre 7% e 10% a partir de julho. O custo da licença varia conforme o desempenho do processador — quanto mais potente a CPU, maior o valor cobrado pelo software. Fabricantes já indicam que parte desse aumento vem sendo repassada ao consumidor.
O reajuste se soma a um cenário já desafiador. A forte demanda por data centers voltados à inteligência artificial sobrecarregou a produção de semicondutores e elevou os custos de RAM, SSDs, CPUs e placas de vídeo. Marcas como ASUS e Acer confirmaram novos aumentos: no caso da ASUS, a alta acumulada em alguns modelos chega a quase 30% em relação ao quarto trimestre de 2025.
A pressão nos preços já afeta as vendas. Segundo a Counterpoint Research, as remessas mundiais de PCs caíram cerca de 4% no segundo trimestre de 2026 na comparação anual, para aproximadamente 65 milhões de unidades — a primeira retração do mercado desde o início de 2025.
Embora a procura por máquinas voltadas à inteligência artificial sustente parte das compras corporativas, a inflação tende a afastar o consumidor final e desacelerar a renovação de equipamentos em todo o mundo.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

