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Brasil

Ministério chama delegados federais de volta e gera crise na corporação

ADPF contesta pedido do governo para retorno de delegados da Polícia Federal cedidos.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h13
Ministério chama delegados federais de volta e gera crise na corporação

O Ministério da Justiça determinou o retorno de delegados cedidos a outros órgãos. A ADPF rebateu a medida, alertando que ela ignora problemas estruturais da carreira.

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) manifestou preocupação em nota divulgada na última sexta-feira, dia 19 de junho de 2026, sobre a decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de solicitar o retorno de delegados cedidos a órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo a entidade, essa medida pode impactar instituições que dependem desses profissionais em funções estratégicas e não resolve o que considera ser o principal problema da corporação: as questões estruturais da carreira.

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A manifestação da ADPF ocorreu após o Ministério da Justiça enviar ofícios solicitando a devolução de policiais federais que auxiliam magistrados e atuam em outros órgãos públicos. O governo alega que essa ação faz parte de uma diretriz para fortalecer a segurança pública e reforçar o combate ao crime organizado.

Conforme apuração, a iniciativa é vista como uma reação a investigações que envolvem o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relacionadas a desvios em aposentadorias do INSS e supostas fraudes ligadas ao Banco Master, afetando aliados do governo. Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia defendido publicamente a convocação dos delegados cedidos, afirmando ter orientado o Ministério da Justiça nesse sentido.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, afirmou Lula.

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Os ofícios solicitando o retorno foram assinados pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, que informou que cerca de 100 pedidos foram encaminhados a mais de 50 órgãos de várias esferas. Ele explicou que essa medida integra um processo iniciado no fim de abril para reforçar as atividades finalísticas da corporação.

A ADPF argumenta que os delegados destacados para outros órgãos são escolhidos pela experiência e qualificação técnica, desempenhando funções relevantes para o fortalecimento de políticas públicas. A entidade também ressaltou que o intercâmbio entre órgãos contribui para o diálogo institucional.

Além disso, a associação apontou que o principal desafio da Polícia Federal é a evasão de profissionais para outros cargos públicos. Nos últimos três anos, apenas 104 novos delegados ingressaram na corporação, enquanto 50 deixaram a carreira. A ADPF também destacou a queda no interesse pelos concursos da Polícia Federal, com o número de inscritos caindo de 321 mil em 2021 para 218 mil em 2025.

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Para a ADPF, o fortalecimento da corporação requer medidas voltadas à valorização da carreira e à melhoria das condições de trabalho, e não à restrição da atuação de delegados em outros órgãos da administração pública.

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O Ministério da Justiça determinou o retorno de delegados cedidos a outros órgãos. A ADPF rebateu a medida, alertando que ela ignora problemas estruturais da carreira.

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) manifestou preocupação em nota divulgada na última sexta-feira, dia 19 de junho de 2026, sobre a decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de solicitar o retorno de delegados cedidos a órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo a entidade, essa medida pode impactar instituições que dependem desses profissionais em funções estratégicas e não resolve o que considera ser o principal problema da corporação: as questões estruturais da carreira.

A manifestação da ADPF ocorreu após o Ministério da Justiça enviar ofícios solicitando a devolução de policiais federais que auxiliam magistrados e atuam em outros órgãos públicos. O governo alega que essa ação faz parte de uma diretriz para fortalecer a segurança pública e reforçar o combate ao crime organizado.

Conforme apuração, a iniciativa é vista como uma reação a investigações que envolvem o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relacionadas a desvios em aposentadorias do INSS e supostas fraudes ligadas ao Banco Master, afetando aliados do governo. Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia defendido publicamente a convocação dos delegados cedidos, afirmando ter orientado o Ministério da Justiça nesse sentido.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, afirmou Lula.

Os ofícios solicitando o retorno foram assinados pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, que informou que cerca de 100 pedidos foram encaminhados a mais de 50 órgãos de várias esferas. Ele explicou que essa medida integra um processo iniciado no fim de abril para reforçar as atividades finalísticas da corporação.

A ADPF argumenta que os delegados destacados para outros órgãos são escolhidos pela experiência e qualificação técnica, desempenhando funções relevantes para o fortalecimento de políticas públicas. A entidade também ressaltou que o intercâmbio entre órgãos contribui para o diálogo institucional.

Além disso, a associação apontou que o principal desafio da Polícia Federal é a evasão de profissionais para outros cargos públicos. Nos últimos três anos, apenas 104 novos delegados ingressaram na corporação, enquanto 50 deixaram a carreira. A ADPF também destacou a queda no interesse pelos concursos da Polícia Federal, com o número de inscritos caindo de 321 mil em 2021 para 218 mil em 2025.

Para a ADPF, o fortalecimento da corporação requer medidas voltadas à valorização da carreira e à melhoria das condições de trabalho, e não à restrição da atuação de delegados em outros órgãos da administração pública.

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