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Cessar-fogo no Líbano enfrenta obstáculos, alerta especialista

Brasil

Cessar-fogo no Líbano enfrenta obstáculos, alerta especialista

Especialista aponta dificuldades para cessar-fogo entre Israel e Hezbollah em negociações.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h13
Cessar-fogo no Líbano enfrenta obstáculos, alerta especialista

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Israel e Hezbollah não assinaram o acordo entre EUA e Irã, o que complica o cumprimento da trégua. Especialista em Ciências Militares aponta impasse no Oriente Médio.

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A primeira rodada de negociações de 60 dias entre os Estados Unidos e o Irã trouxe à tona um cenário de incertezas no Oriente Médio. O especialista em Ciências Militares, Paulo Filho, avaliou que o cumprimento do acordo de cessar-fogo no Líbano enfrenta obstáculos significativos, especialmente em função das posturas de Israel e do Hezbollah.

Segundo Paulo Filho, tanto o Hezbollah quanto Israel não são signatários do memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irã. Ele afirmou:

“É muito difícil imaginar que o Hezbollah e Israel farão o papel que se espera deles, sendo que eles não são partícipes do acordo, do memorando de entendimento assinado.”

O especialista destacou que caberá aos Estados Unidos tentar influenciar Israel. Contudo, ele apontou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está sob forte pressão devido a questões políticas internas, o que o obriga a reagir a qualquer ataque do Hezbollah ao norte do país.

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Outro ponto importante levantado por Paulo Filho diz respeito à disposição do Irã em conter o Hezbollah. Ele questionou:

“É muito duvidoso se o Irã vai conseguir, ou mesmo se o Irã deseja realmente que o Hezbollah interrompa os seus ataques a Israel.”

Para o especialista, a ausência de partes diretamente envolvidas na solução do conflito como signatárias do memorando representa um fator complicador de grande relevância. O documento estabelece que o cessar-fogo deve abranger todas as frentes, incluindo o Líbano.

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Paulo Filho observou que o memorando chegou a uma situação semelhante à que existia em 28 de fevereiro, dificultando a justificativa para a opinião pública internacional e norte-americana sobre os objetivos políticos que a guerra poderia ter alcançado para os Estados Unidos. Ele concluiu:

“É uma situação que eu acho que ainda vai ser bastante complexa nesses próximos 60 dias.”

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Israel e Hezbollah não assinaram o acordo entre EUA e Irã, o que complica o cumprimento da trégua. Especialista em Ciências Militares aponta impasse no Oriente Médio.

A primeira rodada de negociações de 60 dias entre os Estados Unidos e o Irã trouxe à tona um cenário de incertezas no Oriente Médio. O especialista em Ciências Militares, Paulo Filho, avaliou que o cumprimento do acordo de cessar-fogo no Líbano enfrenta obstáculos significativos, especialmente em função das posturas de Israel e do Hezbollah.

Segundo Paulo Filho, tanto o Hezbollah quanto Israel não são signatários do memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos e o Irã. Ele afirmou:

“É muito difícil imaginar que o Hezbollah e Israel farão o papel que se espera deles, sendo que eles não são partícipes do acordo, do memorando de entendimento assinado.”

O especialista destacou que caberá aos Estados Unidos tentar influenciar Israel. Contudo, ele apontou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está sob forte pressão devido a questões políticas internas, o que o obriga a reagir a qualquer ataque do Hezbollah ao norte do país.

Outro ponto importante levantado por Paulo Filho diz respeito à disposição do Irã em conter o Hezbollah. Ele questionou:

“É muito duvidoso se o Irã vai conseguir, ou mesmo se o Irã deseja realmente que o Hezbollah interrompa os seus ataques a Israel.”

Para o especialista, a ausência de partes diretamente envolvidas na solução do conflito como signatárias do memorando representa um fator complicador de grande relevância. O documento estabelece que o cessar-fogo deve abranger todas as frentes, incluindo o Líbano.

Paulo Filho observou que o memorando chegou a uma situação semelhante à que existia em 28 de fevereiro, dificultando a justificativa para a opinião pública internacional e norte-americana sobre os objetivos políticos que a guerra poderia ter alcançado para os Estados Unidos. Ele concluiu:

“É uma situação que eu acho que ainda vai ser bastante complexa nesses próximos 60 dias.”

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