O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (1º de abril de 2026), um caso de sarampo na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel no município.
Após a notificação do caso, a pasta informou que foram adotadas medidas imediatas: abertura de investigação epidemiológica, vacinação de bloqueio na residência da paciente, no local de trabalho e no serviço de saúde que a atendeu, além de uma varredura na região para identificar eventuais novos casos.
Em comunicado, o Ministério destacou que acompanha a investigação em articulação com as secretarias municipal e estadual de Saúde. Esta ocorrência é o segundo caso de sarampo registrado no Brasil em 2026.
O primeiro caso do ano foi identificado no início de março, em São Paulo: uma criança de 6 meses, moradora da zona norte da capital, que teve histórico recente de viagem a La Paz, na Bolívia, país que enfrenta surto ativo da doença. Na ocasião, foi realizado bloqueio vacinal na área onde a criança vive, com mais de 600 doses contra o sarampo aplicadas entre janeiro e fevereiro.
O Ministério da Saúde ressaltou que os registros confirmados não modificam o status do Brasil, que segue livre da circulação endêmica do sarampo. Segundo a pasta, o país mantém esse cenário mesmo após a perda da certificação regional das Américas, em razão de surtos registrados em outros países como Estados Unidos, Canadá e México.
O comunicado acrescenta que, em 2025, o Ministério interrompeu a transmissão de 38 casos importados no território nacional por meio de resposta rápida baseada em vigilância, vacinação e bloqueio — ação reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Entenda
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e já foi uma das principais causas de morte infantil no mundo. Apesar dos avanços obtidos pela vacinação, a doença continua sendo um desafio onde há baixas coberturas vacinais.
De acordo com o Ministério, os sintomas do sarampo podem ser confundidos com os de outras viroses. Entre as manifestações, estão erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por via aérea — ao tossir, espirrar, falar ou respirar — e uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas suscetíveis próximas.
A transmissão é possível desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas no corpo.
Com informações de Agência Brasil
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