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Economia

Mistura de etanol sobe para 32% e gera demanda de 1 bilhão de litros

A nova mistura de etanol na gasolina gera demanda de 1 bilhão de litros por ano.

01/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h59
Mistura de etanol sobe para 32% e gera demanda de 1 bilhão de litros

Resolução que autoriza a nova mistura E32 entra em vigor hoje, diz a Unica. A alteração deve elevar a demanda anual para cerca de 1 bilhão de litros. A norma terá validade inicial de 180 dias, com possível prorrogação.

A resolução que regulamenta o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32% (E32), entra em vigor hoje. Segundo a União da Indústria da Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), essa mudança deve gerar uma demanda de 1 bilhão de litros de etanol anidro por ano.

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Publicada em edição extra do Diário Oficial da União na última quinta-feira, a norma estabelece que a nova mistura terá validade inicial de 180 dias, com a possibilidade de uma única prorrogação por mais 180 dias, mediante decisão do presidente do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que atualmente é o ministro de Minas e Energia.

A resolução também especifica que a tolerância prevista para a composição da gasolina tem uma finalidade exclusivamente metrológica e operacional. Na prática, isso significa que a margem não poderá ser utilizada para aumentar deliberadamente o percentual de etanol acima dos 32% autorizados. Este ponto foi esclarecido em resposta a críticas levantadas após a aprovação do E32, onde alguns questionaram a possibilidade de se ter gasolina com 33% ou até 34% de etanol.

Na última semana, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para suspender a adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina, conhecida como E32. Mário Campos Filho, presidente da Bioenergia Brasil, afirmou que os 32% foram testados e que a resolução esclarece pontos questionados na ação do MPF. Ele ressaltou que a tolerância existe apenas para compensar variações naturais dos processos de medição e fiscalização, e não como uma autorização para aumentar a mistura.

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A adoção do E32 é vista como uma evolução gradual após mais de três décadas de uso de etanol misturado à gasolina no Brasil. O processo começou com o E22, em 1993, passou pelo E25 e chegou ao E27 em 2015, percentual mantido por mais de dez anos. Especialistas do setor acreditam que a mudança de E30 para E32 não representa uma evolução segura, visto que a frota brasileira já convive com teores elevados de etanol há anos, e cada aumento da mistura foi precedido por avaliações técnicas.

Ricardo Abreu, consultor automotivo, destacou que o Brasil não está migrando de uma gasolina sem etanol para o E32, mas sim avançando mais um degrau em uma trajetória construída de forma gradual. Os estudos que fundamentaram essa evolução analisaram fatores como desempenho dos veículos, dirigibilidade, partidas a frio e emissões. Um artigo de Abreu menciona um estudo da Universidade de Nebraska–Lincoln, publicado em 2025, que avaliou 94 veículos convencionais abastecidos com E30 durante mais de um ano, não encontrando evidências de desgaste associado ao maior teor de etanol.

Além disso, o governo garante que a qualidade da gasolina comercializada continuará submetida aos mesmos parâmetros definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), independentemente do percentual de etanol. Características como teor de água, acidez e outros parâmetros físico-químicos permanecem reguladas, o que ajuda a evitar problemas relacionados à corrosão e à formação de resíduos.

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Estima-se que a maior presença de etanol na gasolina pode reduzir a necessidade de importação de cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano. O período inicial de 180 dias servirá para monitorar os efeitos da nova mistura, e a continuidade do E32 dependerá de uma nova avaliação do governo ao final desse prazo.

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Resolução que autoriza a nova mistura E32 entra em vigor hoje, diz a Unica. A alteração deve elevar a demanda anual para cerca de 1 bilhão de litros. A norma terá validade inicial de 180 dias, com possível prorrogação.

A resolução que regulamenta o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32% (E32), entra em vigor hoje. Segundo a União da Indústria da Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), essa mudança deve gerar uma demanda de 1 bilhão de litros de etanol anidro por ano.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União na última quinta-feira, a norma estabelece que a nova mistura terá validade inicial de 180 dias, com a possibilidade de uma única prorrogação por mais 180 dias, mediante decisão do presidente do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que atualmente é o ministro de Minas e Energia.

A resolução também especifica que a tolerância prevista para a composição da gasolina tem uma finalidade exclusivamente metrológica e operacional. Na prática, isso significa que a margem não poderá ser utilizada para aumentar deliberadamente o percentual de etanol acima dos 32% autorizados. Este ponto foi esclarecido em resposta a críticas levantadas após a aprovação do E32, onde alguns questionaram a possibilidade de se ter gasolina com 33% ou até 34% de etanol.

Na última semana, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para suspender a adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina, conhecida como E32. Mário Campos Filho, presidente da Bioenergia Brasil, afirmou que os 32% foram testados e que a resolução esclarece pontos questionados na ação do MPF. Ele ressaltou que a tolerância existe apenas para compensar variações naturais dos processos de medição e fiscalização, e não como uma autorização para aumentar a mistura.

A adoção do E32 é vista como uma evolução gradual após mais de três décadas de uso de etanol misturado à gasolina no Brasil. O processo começou com o E22, em 1993, passou pelo E25 e chegou ao E27 em 2015, percentual mantido por mais de dez anos. Especialistas do setor acreditam que a mudança de E30 para E32 não representa uma evolução segura, visto que a frota brasileira já convive com teores elevados de etanol há anos, e cada aumento da mistura foi precedido por avaliações técnicas.

Ricardo Abreu, consultor automotivo, destacou que o Brasil não está migrando de uma gasolina sem etanol para o E32, mas sim avançando mais um degrau em uma trajetória construída de forma gradual. Os estudos que fundamentaram essa evolução analisaram fatores como desempenho dos veículos, dirigibilidade, partidas a frio e emissões. Um artigo de Abreu menciona um estudo da Universidade de Nebraska–Lincoln, publicado em 2025, que avaliou 94 veículos convencionais abastecidos com E30 durante mais de um ano, não encontrando evidências de desgaste associado ao maior teor de etanol.

Além disso, o governo garante que a qualidade da gasolina comercializada continuará submetida aos mesmos parâmetros definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), independentemente do percentual de etanol. Características como teor de água, acidez e outros parâmetros físico-químicos permanecem reguladas, o que ajuda a evitar problemas relacionados à corrosão e à formação de resíduos.

Estima-se que a maior presença de etanol na gasolina pode reduzir a necessidade de importação de cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano. O período inicial de 180 dias servirá para monitorar os efeitos da nova mistura, e a continuidade do E32 dependerá de uma nova avaliação do governo ao final desse prazo.

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