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Veículos

Motoristas usam frunk como cooler; gelo pode danificar elétrica e anular garantia

Imagens mostram bebidas e gelo no 'frunk' de carros elétricos; especialistas alertam para risco de perda de garantia, panes e choque elétrico.

11/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h30
Motoristas usam frunk como cooler; gelo pode danificar elétrica e anular garantia

Vídeos virais mostram frunks usados para resfriar bebidas com gelo e latas. Especialistas alertam que água e umidade podem infiltrar-se no compartimento dianteiro, danificando sistemas elétricos e vedações.

Nas redes sociais, publicações mostram motoristas colocando gelo e bebidas no compartimento dianteiro de carros elétricos — o chamado frunk — como se fosse uma caixa térmica improvisada. A ideia viralizou em vídeos que exibem modelos como o Geely EX2 com o espaço cheio de latas, mas especialistas alertam para os perigos dessa prática.

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À primeira vista, o frunk pode lembrar um cooler pela conformação e pelo espaço, mas ele não foi projetado para armazenar líquidos ou para receber o derretimento do gelo. O acúmulo de água em áreas não preparadas pode comprometer vedações e sistemas elétricos do veículo, elevar o risco de panes e até provocar choque elétrico.

Em outro vídeo amplamente compartilhado, o proprietário de um BYD Dolphin Mini usa a função Vehicle-to-Load (V2L) para alimentar uma fritadeira elétrica enquanto partes do carro e cabos ficam submersos — uma condição apontada por especialistas como especialmente perigosa. A tecnologia V2L permite, sim, o abastecimento de aparelhos externos com a bateria do veículo, mas exige cuidados estritos, sobretudo em relação a umidade e locais alagados.

De acordo com Eduardo Zambelli, diretor de eletromobilidade da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o uso inadequado desses espaços e funções pode caracterizar desvio de finalidade em relação às recomendações da fabricante e levar à perda da garantia de fábrica. Zambelli também ressalta o risco de danos por infiltração e falhas em componentes que não foram dimensionados para contato com água.

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Especialistas em engenharia automotiva orientam os proprietários a seguir três cuidados básicos: respeitar os limites de potência especificados pela montadora ao usar recursos como o V2L; evitar operar equipamentos elétricos em locais úmidos ou alagados; e consultar o manual do proprietário antes de qualquer adaptação ou uso alternativo do veículo.

Além dos riscos técnicos, o uso de eletrônicos e equipamentos domésticos em contato com água aumenta a probabilidade de acidentes por descarga elétrica ou curto-circuito, o que pode resultar em prejuízos financeiros e risco à integridade física. A recomendação é simples e direta: usar o frunk apenas para a finalidade para a qual foi projetado e seguir as instruções do fabricante quando for empregar recursos de energia da bateria.

O debate nas redes sociais destaca a criatividade dos usuários, mas também serve como alerta para quem considera adotar soluções improvisadas. A orientação das entidades técnicas é clara: consultar o manual e respeitar os limites indicados pelas montadoras antes de testar qualquer gambiarra com veículos elétricos.

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Vídeos virais mostram frunks usados para resfriar bebidas com gelo e latas. Especialistas alertam que água e umidade podem infiltrar-se no compartimento dianteiro, danificando sistemas elétricos e vedações.

Nas redes sociais, publicações mostram motoristas colocando gelo e bebidas no compartimento dianteiro de carros elétricos — o chamado frunk — como se fosse uma caixa térmica improvisada. A ideia viralizou em vídeos que exibem modelos como o Geely EX2 com o espaço cheio de latas, mas especialistas alertam para os perigos dessa prática.

À primeira vista, o frunk pode lembrar um cooler pela conformação e pelo espaço, mas ele não foi projetado para armazenar líquidos ou para receber o derretimento do gelo. O acúmulo de água em áreas não preparadas pode comprometer vedações e sistemas elétricos do veículo, elevar o risco de panes e até provocar choque elétrico.

Em outro vídeo amplamente compartilhado, o proprietário de um BYD Dolphin Mini usa a função Vehicle-to-Load (V2L) para alimentar uma fritadeira elétrica enquanto partes do carro e cabos ficam submersos — uma condição apontada por especialistas como especialmente perigosa. A tecnologia V2L permite, sim, o abastecimento de aparelhos externos com a bateria do veículo, mas exige cuidados estritos, sobretudo em relação a umidade e locais alagados.

De acordo com Eduardo Zambelli, diretor de eletromobilidade da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o uso inadequado desses espaços e funções pode caracterizar desvio de finalidade em relação às recomendações da fabricante e levar à perda da garantia de fábrica. Zambelli também ressalta o risco de danos por infiltração e falhas em componentes que não foram dimensionados para contato com água.

Especialistas em engenharia automotiva orientam os proprietários a seguir três cuidados básicos: respeitar os limites de potência especificados pela montadora ao usar recursos como o V2L; evitar operar equipamentos elétricos em locais úmidos ou alagados; e consultar o manual do proprietário antes de qualquer adaptação ou uso alternativo do veículo.

Além dos riscos técnicos, o uso de eletrônicos e equipamentos domésticos em contato com água aumenta a probabilidade de acidentes por descarga elétrica ou curto-circuito, o que pode resultar em prejuízos financeiros e risco à integridade física. A recomendação é simples e direta: usar o frunk apenas para a finalidade para a qual foi projetado e seguir as instruções do fabricante quando for empregar recursos de energia da bateria.

O debate nas redes sociais destaca a criatividade dos usuários, mas também serve como alerta para quem considera adotar soluções improvisadas. A orientação das entidades técnicas é clara: consultar o manual e respeitar os limites indicados pelas montadoras antes de testar qualquer gambiarra com veículos elétricos.

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