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Aracaju, Quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Motos barulhentas geram desconforto e omissão em Aracaju

Sergipe

Motos barulhentas geram desconforto e omissão em Aracaju

O barulho de motos em Aracaju gera desconforto e levanta a questão da falta de ação das autoridades.

01/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h27
Motos barulhentas geram desconforto e omissão em Aracaju
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Em Aracaju, o barulho de motos nas madrugadas expõe comunidades inteiras ao desgaste e levanta uma dúvida constante: onde estão a Guarda Municipal e a Polícia Militar?

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A capital sergipana convive há tempos com um problema que deixou de ser apenas incômodo para se transformar em uma violência cotidiana contra a população: o barulho de motos com escapamentos adulterados, aceleradas em “contra giro” e exibicionismo sonoro, praticados principalmente à noite e na madrugada. Para quem reside em bairros da zona Norte e da zona Oeste, essa situação já virou parte de uma rotina cruel.

Esse cenário afeta principalmente o trabalhador que precisa acordar cedo e não consegue dormir, o idoso que passa a noite em claro e a criança que desperta assustada. A família inteira acaba submetida à irresponsabilidade de quem transforma o sossego alheio em diversão.

Durante períodos festivos, como Carnaval, São João e fim de ano, o problema se intensifica. Multiplicam-se os grupos de motociclistas que adaptam escapamentos para aumentar o ruído e circulam por bairros populares como se as ruas fossem pistas de exibição, ignorando que ali existem lares com crianças pequenas, idosos, enfermos e trabalhadores exaustos.

Nos fins de semana, esse cenário se repete com ainda mais intensidade, e o resultado é sempre o mesmo: o sossego é interrompido, o descanso é negado e a periferia de Aracaju continua pagando, em silêncio, o preço do desrespeito.

“Moto com escapamento adulterado não é brincadeira nem gosto pessoal. É perturbação do sossego, desrespeito ao espaço coletivo e, em muitos casos, infração de trânsito”,

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afirma um morador da região. A legislação existe, mas o que falta, quase sempre, é a presença do poder público onde o povo mais precisa dela.

Nos finais de semana, as periferias de Aracaju se transformam em um verdadeiro inferno de barulho. Moradores acionam a Guarda Municipal, ligam para a Polícia Militar, fazem denúncias, pedem socorro, e a resposta muitas vezes não vem. A madrugada passa, o barulho continua e a sensação que fica é de abandono total.

A pergunta que surge é dura, mas inevitável: a Polícia Militar é acionada repetidas vezes e, muitas vezes, simplesmente não aparece. A Guarda Municipal também é chamada, e a resposta não vem. A comunidade então fica com a sensação de abandono completo.

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Essa reflexão é ainda mais incômoda: será que esse mesmo descaso aconteceria se essa perturbação estivesse acontecendo nas áreas nobres da cidade? Para quem vive a realidade das periferias, a resposta parece óbvia.

Quando o problema está na periferia, muitas vezes ele é tratado como algo “normal”, como se o morador de bairro popular tivesse que se acostumar ao desrespeito. Não tem que se acostumar. O sono de uma criança do Bugio, do Lamarão, do Soledade ou do Santos Dumont vale tanto quanto o silêncio de qualquer área valorizada da cidade.

Aracaju precisa tratar esse problema com seriedade. Não basta operação pontual em época de festa, nem ações esporádicas que desaparecem depois da repercussão. É necessária fiscalização permanente, presença nos bairros, apreensão quando couber, punição para veículos adulterados e resposta rápida aos chamados da população.

O que as comunidades de Aracaju pedem não é favor. É respeito. Porque o ronco dessas motos, muitas vezes, não é apenas o som de um escapamento adulterado. É o som da omissão ecoando na madrugada.

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A capital sergipana convive há tempos com um problema que deixou de ser apenas incômodo para se transformar em uma violência cotidiana contra a população: o barulho de motos com escapamentos adulterados, aceleradas em “contra giro” e exibicionismo sonoro, praticados principalmente à noite e na madrugada. Para quem reside em bairros da zona Norte e da zona Oeste, essa situação já virou parte de uma rotina cruel.

Esse cenário afeta principalmente o trabalhador que precisa acordar cedo e não consegue dormir, o idoso que passa a noite em claro e a criança que desperta assustada. A família inteira acaba submetida à irresponsabilidade de quem transforma o sossego alheio em diversão.

Durante períodos festivos, como Carnaval, São João e fim de ano, o problema se intensifica. Multiplicam-se os grupos de motociclistas que adaptam escapamentos para aumentar o ruído e circulam por bairros populares como se as ruas fossem pistas de exibição, ignorando que ali existem lares com crianças pequenas, idosos, enfermos e trabalhadores exaustos.

Nos fins de semana, esse cenário se repete com ainda mais intensidade, e o resultado é sempre o mesmo: o sossego é interrompido, o descanso é negado e a periferia de Aracaju continua pagando, em silêncio, o preço do desrespeito.

“Moto com escapamento adulterado não é brincadeira nem gosto pessoal. É perturbação do sossego, desrespeito ao espaço coletivo e, em muitos casos, infração de trânsito”,

afirma um morador da região. A legislação existe, mas o que falta, quase sempre, é a presença do poder público onde o povo mais precisa dela.

Nos finais de semana, as periferias de Aracaju se transformam em um verdadeiro inferno de barulho. Moradores acionam a Guarda Municipal, ligam para a Polícia Militar, fazem denúncias, pedem socorro, e a resposta muitas vezes não vem. A madrugada passa, o barulho continua e a sensação que fica é de abandono total.

A pergunta que surge é dura, mas inevitável: a Polícia Militar é acionada repetidas vezes e, muitas vezes, simplesmente não aparece. A Guarda Municipal também é chamada, e a resposta não vem. A comunidade então fica com a sensação de abandono completo.

Essa reflexão é ainda mais incômoda: será que esse mesmo descaso aconteceria se essa perturbação estivesse acontecendo nas áreas nobres da cidade? Para quem vive a realidade das periferias, a resposta parece óbvia.

Quando o problema está na periferia, muitas vezes ele é tratado como algo “normal”, como se o morador de bairro popular tivesse que se acostumar ao desrespeito. Não tem que se acostumar. O sono de uma criança do Bugio, do Lamarão, do Soledade ou do Santos Dumont vale tanto quanto o silêncio de qualquer área valorizada da cidade.

Aracaju precisa tratar esse problema com seriedade. Não basta operação pontual em época de festa, nem ações esporádicas que desaparecem depois da repercussão. É necessária fiscalização permanente, presença nos bairros, apreensão quando couber, punição para veículos adulterados e resposta rápida aos chamados da população.

O que as comunidades de Aracaju pedem não é favor. É respeito. Porque o ronco dessas motos, muitas vezes, não é apenas o som de um escapamento adulterado. É o som da omissão ecoando na madrugada.

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