Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Policial

MP deflagra operação contra descontos ilegais em salários de servidores do DF

Operação investiga desconto ilegal em salários de servidores do DF, com 50 mandados cumpridos.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h51
MP deflagra operação contra descontos ilegais em salários de servidores do DF

A operação Juros Zero mira esquema que usava contracheques como fonte de lucro ilícito. Cinquenta mandados foram cumpridos em bancos, empresas e associações suspeitas.

O Ministério Público desencadeou, nesta sexta-feira (19), a operação Juros Zero, que visa investigar denúncias de descontos ilegais na folha de pagamento dos servidores do governo do Distrito Federal. A ação abrange o Banco de Brasília, a BRB Serviços, a Secretaria de Economia, a empresa PicPay e diversas associações, resultando na execução de 50 mandados de busca e apreensão.

Publicidade

Segundo informações do MP, o esquema teria transformado o contracheque dos servidores distritais em uma fonte de ganhos ilícitos, utilizando juros disfarçados como taxas, associações de fachada e fiscalização irregular.

A investigação aponta que houve um desvio significativo de R$ 80 milhões dos contracheques dos servidores entre agosto de 2024 e agosto de 2025, sob a justificativa de “taxas”. Além disso, foram identificados vários descontos indevidos destinados à Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal, que utilizou códigos de “plano de saúde” para ocultar empréstimos com juros, muitas vezes sem o consentimento dos servidores. A captação de senhas e tokens pessoais para aplicar esses descontos também foi denunciada, afetando inclusive aposentados.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Entre os nomes envolvidos no suposto esquema estão o ex-secretário de Economia, Ney Ferraz, que anteriormente ocupou a presidência do Instituto de Previdência do Distrito Federal, e Paulo Henrique Bezerra, que foi presidente do BRB de 2019 a 2025 e encontra-se preso desde abril deste ano.

A investigação busca apurar crimes contra a economia popular, usura, publicidade enganosa nas relações de consumo, inserção e modificação de dados nos sistemas da Administração Pública, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e suspeitas de lavagem de dinheiro.

A operação contou com a colaboração do Ministério Público de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além da Polícia Civil do Distrito Federal e da Polícia Civil de São Paulo.

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

A operação Juros Zero mira esquema que usava contracheques como fonte de lucro ilícito. Cinquenta mandados foram cumpridos em bancos, empresas e associações suspeitas.

O Ministério Público desencadeou, nesta sexta-feira (19), a operação Juros Zero, que visa investigar denúncias de descontos ilegais na folha de pagamento dos servidores do governo do Distrito Federal. A ação abrange o Banco de Brasília, a BRB Serviços, a Secretaria de Economia, a empresa PicPay e diversas associações, resultando na execução de 50 mandados de busca e apreensão.

Segundo informações do MP, o esquema teria transformado o contracheque dos servidores distritais em uma fonte de ganhos ilícitos, utilizando juros disfarçados como taxas, associações de fachada e fiscalização irregular.

A investigação aponta que houve um desvio significativo de R$ 80 milhões dos contracheques dos servidores entre agosto de 2024 e agosto de 2025, sob a justificativa de “taxas”. Além disso, foram identificados vários descontos indevidos destinados à Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal, que utilizou códigos de “plano de saúde” para ocultar empréstimos com juros, muitas vezes sem o consentimento dos servidores. A captação de senhas e tokens pessoais para aplicar esses descontos também foi denunciada, afetando inclusive aposentados.

Entre os nomes envolvidos no suposto esquema estão o ex-secretário de Economia, Ney Ferraz, que anteriormente ocupou a presidência do Instituto de Previdência do Distrito Federal, e Paulo Henrique Bezerra, que foi presidente do BRB de 2019 a 2025 e encontra-se preso desde abril deste ano.

A investigação busca apurar crimes contra a economia popular, usura, publicidade enganosa nas relações de consumo, inserção e modificação de dados nos sistemas da Administração Pública, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e suspeitas de lavagem de dinheiro.

A operação contou com a colaboração do Ministério Público de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além da Polícia Civil do Distrito Federal e da Polícia Civil de São Paulo.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA