A Sport & Rights Alliance pediu que a WTA reveja e abandone a política de testes de sexo, considerada discriminatória. A entidade critica a exigência do exame do gene SRY por swab bucal ou sangue.
A Sport & Rights Alliance pediu nesta quinta-feira (13) que a Women’s Tennis Association (WTA) abandone sua política de testes de sexo, considerando a medida discriminatória no esporte. A WTA, responsável por regulamentar o tênis profissional feminino, havia anunciado no mês passado a exigência de que as jogadoras fossem aprovadas em um teste genético para o gene SRY, que auxilia na determinação do sexo biológico. O teste pode ser feito a partir da coleta de material da parte interna da bochecha ou de sangue.
Andrea Florence, diretora-executiva da Sport & Rights Alliance, expressou preocupações sobre os impactos da política. “A WTA pode alegar que não pretende causar danos, mas boas intenções jamais apagarão a estigmatização e o trauma que mulheres e meninas sofrerão devido aos testes de sexo”, afirmou.
Até o momento, não foi possível obter uma posição da WTA sobre a solicitação da entidade. A polêmica em torno dos testes de sexo ganhou destaque após o International Olympic Committee anunciar, em março, que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, cuja condição de gênero tenha sido determinada por um teste único, poderiam competir nas categorias femininas nos Jogos Olímpicos.
Lily Dong Li Rosengard, especialista sênior em defesa de direitos da ILGA World, também se manifestou sobre o tema, afirmando: “A WTA elaborou às pressas uma política que não promove os direitos de mulheres e meninas, mas compromete a segurança e a dignidade de todas as pessoas do circuito.”
Ainda segundo Rosengard, apesar de atualmente não haver mulheres trans assumidas competindo no nível profissional, todas as jogadoras de tênis, mulheres e meninas, terão que “provar” seu gênero para que a WTA possa garantir que elas nunca disputem partidas.
A política de testes de sexo se tornou um dos principais tópicos no início do Masters 1000 de Montreal, onde a líder do ranking mundial, Aryna Sabalenka, da Bielorrússia, declarou apoio à medida. Por outro lado, a norte-americana Coco Gauff, duas vezes campeã de Grand Slam, afirmou ser favorável à busca por igualdade e justiça no esporte feminino, mas expressou receio de que a política possa criar animosidade contra a comunidade trans.
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